Tiago Abravanel dubla o cão Duke em 'Pets - A vida secreta dos bichos'

Animação, que chega nesta quinta-feira aos cinemas, mostra o que acontece quando os animais domésticos ficam sem a companhia de seus donos

por Helvécio Carlos 25/08/2016 08:20

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Universal/Divulgação
(foto: Universal/Divulgação)
Quem tem cachorros ou gatos em casa sabe como é difícil manter a ordem com esses pestinhas. Por mais educados que sejam, a turma apronta. Imagine, então, o que pode ocorrer quando esses danados ficam sozinhos, ao deus-dará?. Resposta difícil, mas que sempre rondou a cabeça do diretor Chris Meledandri.

 

Apaixonado pelos pets, ele acabou levando para as telas o que todo mundo quer saber. Sem embasamento científico, ele faz a farra com a ideia de mostrar como, literalmente, gatos, cachorros e papagaio sobrevivem sem os donos por perto.

Se no trailer que rodou os cinemas a fofura de cães e gatos, principalmente, derreteu corações, no longa Pets – A vida secreta dos bichos, que estreia hoje nos cinemas, mostra o que essa turma é capaz de fazer, pelo bem ou pelo mal.

 

Liderada por Max, um terrier; Gigi, a cachorrinha chiliquenta, apaixonada pelo herói da trama; Duke, um vira-latas que chega para mudar a rotina de Max; Bola de Neve, coelho que de fofo só tem os olhos, chefe de um exército de bichos abandonados que prometem a revolução contra humanos, e uma dezena de outras criaturas nem sempre tão adoráveis, a turma é diversão garantida, sem grandes novidades no estilo ou na forma como são apresentados na telona.

 

O que pega mesmo é o jeito que cada animalzinho é apresentado. Com suas manias e charme, são facilmente identificados com aqueles que estão dentro de casa. Sãos e salvos.

No cinema, Max tem uma vida boa. Mas sempre sofre e tenta fazer caras e bocas para sensibilizar sua dona, Katie, e não sair de casa. Uma rotina que muda – e para pior – quando Duke, um vira-latas destrambelhado, é adotado por Katie e passa a dividir o mesmo teto e até a caminha de Max.

 

No início, o terrier tenta segurar a onda e manter boa relação com o vira-latas. Mas não cola. A situação se agrava quando ambos se perdem em uma confusão durante passeio na rua e caem nas mãos do vilão Bola de Neve.

 

Daí em diante, o filme se desenrola numa sucessão de cenas de ação que vai, como boa animação, eletrizar a meninada. O legal da animação fica no finalzinho quando os donos dos bichos voltam para casa e são apresentados ao público. Ali também é fácil, fácil se identificar como um daqueles apaixonados pelos pets.

 

“Não importa se é uma vida emocional real ou apenas projetada. Somos fascinados pelas vidas deles e muito curiosos sobre o que eles fazem e pensam quando não estamos por perto”, argumenta Chris Meledandri, em material divulgado à imprensa.

O filme, que entra em cartaz em 40 salas de Belo Horizonte, Contagem e Betim, tem versões dubladas por Danton Melo (Max), Tatá Werneck (Gigi), Luiz Miranda (Bola de Neve) e Tiago Abravanel como Duke.

 

Guto Costa/Divulgação
(foto: Guto Costa/Divulgação)
Em entrevista ao Estado de Minas, o ator, que no primeiro semestre deste ano interpretou Snoopy na peça Meu amigo Charlie Brown, faz comparação entre os dois cachorros e conta também que o avô, Silvio Santos, é o mais apaixonado por pets. “É a grande diversão dele”, garante, lembrando que o dono do Baú tem 12 cachorros.

Em quase um ano, dois cachorros – Snoopy e Duke – marcam sua carreira. Qual a diferença no trabalho de composição dos dois personagens?

 
Apesar de serem o mesmo animal, viver a experiência de dois cachorros com diferentes personalidades e em momentos diferentes, um no teatro o outro no cinema, são desafios diferentes. Snoopy é um personagem icônico, que o mundo todo conhece e tem referência do que é o personagem no quadrinho, que critica as crianças e, ao mesmo tempo, traz sensibilidade, refletindo suas loucuras e vontade.  Poder trazer a sensibilidade desse cachorro por meio dos musicais me traz um material incrível como ator. É um cachorro que se porta como humano. É muito divertido. Paralelamente, dar vida, através da voz no caso do Pets, me deixa muito orgulhoso. Adoro animações, mas tive a honra de trabalhar com uma equipe incrível que me deixou muito à vontade, deixou entrar a minha pegada, a minha personalidade. Ele é um personagem autoritário, mas muito sensível.

Essa não é sua estreia como dublador...


É a terceira. A primeira foi no desenho Detona Halph, da Disney, e a segunda foi Mogli, o menino-lobo. A maior dificuldade é trazer a verdade daquele personagem através da sua voz. Tem toda a questão emocional dos personagens na animação, tem a dificuldade de sincronizar o olhar, os movimentos labiais do personagem com a voz. É difícil, mas quando você pega o jeito, você se diverte.

Quais as dificuldades deste trabalho?

A equipe de supervisão da Universal e a direção do Sérgio Cantú foram muito parceiras. Tive oportunidade de ver o filme inteiro antes de dublar, o que fez com que eu compreendesse mais o personagem. Fui um dos primeiros a começar a dublar na equipe e talvez a dificuldade tenha sido não saber a resposta do diálogo em português. Dublei em cima do original sem a resposta em português. Mas, como o personagem é muito gostoso, não tive nenhuma crise. Como libriano, sempre tenho uma insegurança natural, mas acho que fiz um bom trabalho e espero que as pessoas gostem.

Como é a sua relação com animais domésticos?

Sempre tive animais de estimação. Não só eu, mas na minha família, no meu sítio. Tínhamos porquinho-da-índia, coelho, cachorro. Só nunca tive gato. Mas sempre gostei de bichos. Minha relação com bichos é ótima. Tem dois cachorros na casa da minha mãe, na minha não tem porque viajo muito e tenho receio de deixá-los sozinhos. Na minha família, quem gosta muito é meu avô, que tem 12 cachorros. É a grande diversão dele.

Duke já veio pronto ou sua interpretação deu outras características ao personagem?

Obviamente que o fato de o filme já existir tem uma intenção a se seguir. Houve uma característica vocal bem diferente do filme original. Tentei trazer um corpo para essa voz que fosse, acima de tudo, mais semelhante ao visual do desenho. E tem uma pegada um pouco de malandro carioca, que tentei trazer nessa voz.

Quais os próximos projetos?

Com relação à dublagem, já tem dois trabalhos confirmados, o Detona Ralph 2 e o Pets 2. Tem o Baile do Abrava, que é meu show, minha festa, que ocorre uma vez por mês em São Paulo. Tem os shows corporativos, que preenchem a agenda também. E tem alguns projetos em desenvolvimento de música nova, na TV ainda não tem nada certo. Vamos trabalhando a cada dia, um passinho de cada vez.

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