Rei da pornochanchada, Carlo Mossy estreia como diretor de documentários

Prestes a completar 70 anos, ele assina 'Garota de Ipanema, o bar' e 'Só pelo amor vale a vida', ambos em fase de finalização

por Agência Globo 10/08/2016 10:30

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TV Brasil/divulgação
(foto: TV Brasil/divulgação )
É comum, em eventos sociais, alguém apresentar Carlo Mossy como “o ator mais pornográfico do Brasil”. Aí, ele para e calmamente explica: pornografia é diferente de pornochanchada. “Não fiz sexo explícito. Não que não quisesse ter feito, mas as condições não permitiam”, jura Mossy, astro de Como é boa nossa empregada (1973).

Prestes a completar 70 anos, em outubro, o ator, diretor e produtor não rejeita o título de Rei da Pornochanchada. Ao contrário, diz que se orgulha dele. Mas anuncia: vai estrear como documentarista, dirigindo Garota de Ipanema, o bar e Só pelo amor vale a vida, ambos em fase de finalização.

Só pelo amor... trata da obra e da vida do músico, maestro e compositor Zequinha de Abreu, autor de Tico-tico no fubá. Já Garota... homenageia a boemia dos artistas que frequentavam o bar de Ipanema nos anos 1960 e 70.

“Sinto saudades de uma época em que sonhava mais do que hoje. O ser humano mudou. Toda a culpa está no vil metal, no dinheiro, que, aliás, jamais será usado para beneficiar ladrões e corruptos. Esses vão morrer antes de conseguir gastá-lo. Quem sai ganhando são os banqueiros da Suíça, e só”, afirma Mossy.

O ator estreou no cinema em 1968, no longa Copacabana me engana, de Antonio Carlos da Fontoura. Sua carreira não se limitou a comédias e pornochanchadas. Ele integrou também o elenco do elogiado O homem do ano (2003), dirgido por José Henrique Fonseca, e atualmente pode ser visto na série Magnífica 70, exibida pelo canal pago HBO. (Agência Globo)

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