Lei Maria da Penha inspira obra de ficção

Filme 'Vidas partidas', dirigido por Marcos Schetchman, terá como protagonistas os atores Naura Schneider e Domingos Montagner

por Mariana Peixoto 05/06/2016 10:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Gianne Carvalho/Divulgação
Domingos Montagner e Naura Schneider em 'Vidas partidas' (foto: Gianne Carvalho/Divulgação)
Em 1983, a farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes sofreu duas tentativas de assassinato. O autor foi seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, pai de suas três filhas. Na primeira tentativa de homicídio ele atirou nela. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Maria da Penha ficou paraplégica por causa das agressões.

Ela o denunciou, o episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos e foi considerado, pela primeira vez na história, crime de violência doméstica. Sua luta contra a violência doméstica e pelos direitos das mulheres foi reconhecida muitos anos mais tarde. Em 2006, o então presidente Lula sancionou a Lei 11.340, sobre crimes domésticos, mais conhecida como Lei Maria da Penha.

Produtora e atriz, Naura Schneider tem um histórico em trabalhos com temas femininos. Em 2010, produziu o documentário O silêncio das inocentes (dirigido por Ique Gazzola), que relata como se deu a criação da Lei Maria da Penha (a farmacêutica é inclusive uma das entrevistadas do projeto). Com uma pesquisa grande sobre violência doméstica no Brasil, Naura chegou ao longa ficcional Vidas partidas, dirigido por Marcos Schetchman, que estreia 4 de agosto.

Interpretando o principal papel feminino, a atriz e produtora divide com Domingos Montagner a história do casal Graça e Raul. Ela é uma mulher bem-sucedida que começa a sofrer sucessivos atos de violência do marido que, desempregado, sofre com a ascensão da parceria. “O filme nasceu dos vários casos que pesquisei. É um amor louco, no limite. O que me chamou a atenção durante a pesquisa foi que muitas mulheres reconhecem a violência, mas no sentido de que o cara bate nelas porque se importa”, afirma Naura.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CINEMA