Produções do Brasil e da Espanha na Semana da Crítica do Festival de Cannes

Lista de selecionados, anunciada nesta segunda-feira, reúne diversidade de filmes. Diretor artístico da seção afirma que não há repetição de linguagem e temática

por AFP 18/04/2016 14:43

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Reprodução/Internet
Curta brasileiro 'Delírio é a redenção dos aflitos' (foto: Reprodução/Internet)
O longa espanhol filmado no Marrocos Las mimosas de Oliver Laxe e um curta cheio de poesia do brasileiro Fellipe Fernandes vão competir na Semana da Crítica do Festival de Cannes, anunciaram nesta segunda-feira os organizadores.

 

De acordo com Charles Tesson, diretor artístico desta seção paralela, este ano optou-se por "filmes dramáticos, de viagens, outros mais radicais em suas escolhas estéticas ou de narração formal, e outros de inspiração épica, como Las mimosas".

 

"O que tentamos", explicou à AFP ao apresentar a sua seleção, "é que todos os dias se assista algo diferente, sem repetir o mesmo tipo de cinema".

 

"Las mimosas, segundo filme do Oliver Laxe, diretor de origem galega nascido em Paris em 1982, é, de acordo com Tesson, um filme "de uma beleza visual impressionante". "Mistura western e epopeia mística ao estilo de Werner Herzog", foi filmado nas paisagens montanhosas do Atlas marroquino.

 

Ele conta a história de um homem idoso e a expedição que o acompanha em sua viagem em direção à morte na cidade natal. Ele confronta os homens com a sua própria fé, em uma abordagem muito contemporânea em que o acaso e a predestinação, vida e morte, anjos e demônios, milagres e mentiras são misturados.

 

Já o curta-metragem brasileiro Delírio é a redenção dos aflitos, do diretor Fellipe Fernandes, é a única presença da América Latina na mostra e disputa a Semana da Crítica ao lado de outros nove curtas-metragens. A escolha do curta confirma o ótimo ano do Brasil em Cannes, que após vários anos volta a ter um filme na disputa da Palma de Ouro, Aquarius, do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho.

 

Além de Las mimosas, a seleção de sete longa-metragens da Semana da Crítica, à qual postularam 1,1 mil filmes, inclui Album do turco Mehmet Can Mertoglu, um retrato corrosivo de um casal que adota uma criança, Tramontane de Vatche Boulghourjian, a história de um cantor cego no Líbano em busca de suas raízes e A yellow bird, filme de estreia de Kesavada Rajagopal, sobre as tensões entre as comunidades chinesa e indiana de Cingapura.

 

Também compete Grave, da francesa Julia Ducournau, que trará uma visão dura da feminilidade e da descoberta de um desejo incentivado por instintos animais.

 

Retrato da juventude cambojana despreocupada em um país em transformação, Diamond Island é o primeiro filme de ficção de Davy Chou.

 

One week and a day, primeiro longa-metragem do israelense Asaph Polonsky, acompanha a jornada peculiar de um casal que retorna à vida depois de uma semana de luto.

 

O júri da Semana da Crítica, presidido pela atriz e diretora francesa Valérie Donzelli, anunciará os premiados no dia 20 de maio.

 

Fora de competição, na Sessão 50+5, será exibido Los pasos del agua do colombiano Cesar Augusto Acevedo.

 

Após a seleção da Semana da Crítica, nesta terça-feira serão anunciados os filmes da Quinzena dos Realizadores, mostra não competitiva que geralmente apresenta surpresas e - para alguns críticos - algumas pérolas do Festival de Cannes, que este ano acontece de 11 a 22 maio.

 

No ano passado, a Quinzena revelou, por exemplo, El abrazo de la serpente do colombiano Ciro Guerra, que, em seguida, triunfou em outros festivais e conquistou uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.



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