'Brooklin', com Saoirse Ronan, é muito semelhante a 'Educação'

Longa deu a segunda indicação ao Oscar para a atriz

por Carolina Braga 12/02/2016 08:00

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FOX FILMES/DIVULGAÇÃO
(foto: FOX FILMES/DIVULGAÇÃO)
Brooklin, indicado em três categorias no Oscar – entre elas, melhor filme –, tem roteiro assinado por Nick Hornby. O autor de obras como Alta fidelidade e Um grande garoto também foi o responsável por transpor para o cinema Educação (2009). O longa britânico que revelou a atriz Carey Mulligan faz um paralelo interessante com Brooklin, que, por sua vez, é protagonizado por Saoirse Ronan. Na verdade, são obras muito semelhantes.


Ambas as tramas abordam a força das raízes na determinação do comportamento. São também histórias sobre moças que se veem atraídas por outro tipo de vida e partem em busca disso. A Eilis de Brooklin era uma jovem pacata e insatisfeita em sua Irlanda natal. Incentivada pela irmã, decide se mudar para os Estados Unidos, onde se instala na Região Metropolitana de Nova York.

Ela consegue mudar de país com a ajuda da Igreja. O que significa que sai da Irlanda sem romper com as tradições e a moral da terra natal. É o que dificulta o processo de adaptação. A partir do momento em que Ellis se envolve com o italiano Tony (Emory Cohen) e passa a viver sem a necessidade de corresponder às expectativas da família, tudo muda. Até aqui, Brooklin se desenvolve como uma novela de época das 18h.

O diretor irlandês John Crowley (cujo trabalho mais conhecido são dois episódios da série True detective) aposta em uma narrativa bastante convencional. É tão linear que, em determinado momento do filme, o espectador pode estranhar a ausência de clímax. O conflito aparece, mas chega para sustentar a ideia de que a vida adulta envolve escolhas, com prós e contras.

Pelo papel da protagonista, Saoirse Roman recebe a segunda indicação ao Oscar de melhor atriz na carreira. A primeira foi aos 12 anos de idade, por Desejo e reparação. Aos 21 anos, segura muito bem um filme em que tudo gira em torno dela. Brooklin é sobre as emoções, as reações, as travas, as inseguranças e as transformações da menina Ellis, que precisa de distanciamento para descobrir quem é.

Irmãos Coen celebram o cinema em Berlim

A 66ª edição do Festival de Cinema de Berlim começou ontem com a exibição fora de competição de Ave, César!, novo filme dos irmãos Ethan e Joel Coen. George Clooney é o protagonista da trama, que brinca com os bastidores do cinema nos anos 1950. “Não sabia que seria tão estúpido no filme”, disse o ator, durante a primeira entrevista coletiva da Berlinale.

O longa tem sido tratado como uma verdadeira declaração de amor aos tempos clássicos de Hollywood. “A ideia original veio de Eddie Mannix”, disse Joel Coen. Mannix foi um executivo e produtor de cinema, mais conhecido como relações-públicas das estrelas.

Também estão no elenco Channing Tatum, Tilda Swinton, Josh Brolin, Scarlett Johansson e Ralph Fiennes. “Foi realmente um grande divertimento fazer este filme”, afirmou Tilda, considerada uma espécie de rainha da Berlinale.

Neste ano, o júri do Festival de Berlim é presidido por Meryl Streep. Fazem parte do grupo (com sete integrantes no total) o ator britânico Clive Owen e a fotógrafa de moda francesa Brigitte Lacombe. Ao todo, 18 produções concorrem ao Urso de Ouro.

Entre os filmes mais aguardados estão Sozinho em Berlim, do suíço Vincent Pérez, com Emma Thompson e Brendan Gleeson; Genius, do britânico Michael Grandage, com Colin Firth, Jude Law e Nicole Kidman; o thriller de ficção científica Midnight special, do americano Jeff Nichols, e Kollektivet (A comunidade), do dinamarquês Thomas Vinterberg. O cinema latino só estará presente este ano nas seções paralelas.

Spike Lee exibirá fora de competição a comédia musical Chi-Raq, sobre a violência em Chicago. O Brasil participa apenas da sessão Panorama – com Curumim, documentário de Marcos Prado, Mãe só há uma, de Anna Muylaert, e Antes o tempo não acabava, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo. (Com agências de notícias)

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