Mostra do VAC traz de volta a BH filmes que não ganharam destaque no circuito comercial

Até 5 de fevereiro, serão exibidos no Cine Humberto Mauro, CCBB e Sesc Palladium curtas e longas ficcionais e documentais que buscam refletir sobre cultura, arte e poder

25/01/2016 09:00

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Festival de Brasília/divulgação
Na quarta-feira, 'Branco sai, preto fica', de Adirley Queirós, abre a mostra 'Cultura, arte e poder' (foto: Festival de Brasília/divulgação)
O Verão Arte Contemporânea (VAC) está completando 10 anos. Sua mostra de cinema, que leva o nome de Cultura, arte e poder, chega agora à sétima edição. Até 5 de fevereiro, serão exibidos no Cine Humberto Mauro, CCBB e Sesc Palladium curtas e longas ficcionais e documentais que buscam refletir sobre os três temas que norteiam o evento.

“A curadoria não é viciada, como em festivais de cinema. Os filmes são escolhidos por seu valor artístico, sem interferência de panelinhas”, comenta Sávio Leite, curador em parceria com Ione de Medeiros.

Alguns recortes foram feitos na seleção, com cinco longas nacionais recentes. “A mostra do VAC dá a segunda chance para filmes que passaram aqui mas ficaram pouco tempo em cartaz”, acrescenta o curador.

Quarta-feira, às 17h, no Cine Humberto Mauro, Branco sai, preto fica, de Adirley Queirós, abre a programação, mesclando ficção e documentário. O mote é a ação policial durante um baile black em Ceilândia, periferia de Brasília, na década de 1980. “Foi um filme muito incensado pela crítica”, comenta Leite. Outro longa bem discutido, mas pouco visto em BH, é Orestes, de Rodrigo Siqueira, que volta ao cartaz.

Há também três longas que ainda não chegaram ao circuito: Brasil S/A, de Marcelo Pedroso, que deve estrear em breve; Filme sobre um Bom Fim, de Boca Migotto, sobre a movimentação cultural no bairro de Porto Alegre; e Outro sertão, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, que trata da experiência de Guimarães Rosa pela Alemanha nazista.

HOMENAGEM A mostra do VAC sempre ressalta a produção de algum realizador. O escolhido desta edição foi José Sette, mineiro de Ponte Nova. Pintor e poeta, ele realizou uma dezena de filmes. Além dos curtas, serão exibidos dois longas, Um filme 100% brasileiro (1985), sobre a chegada do poeta vanguardista francês Blaise Cendrars ao Brasil na década de 1920, e Amaxon (2009), sobre uma escritora que revê sua vida. Sette, que atualmente mora em Cabo Frio, virá a BH para participar de debate na quarta-feira, às 20h, no Sesc Palladium.

A mostra também reserva espaço para a produção recente de curtas. Idealizador da Mostra Udigrudi Mundial de Animação (Mumia), Leite destaca a animação Guida, de Rosana Urbes, sobre uma senhora que trabalha como arquivista e decide fazer aulas de modelo vivo. Outro destaque é o documentário Araca, o samba em pessoa, de Alequis Eiterer, sobre a cantora Aracy de Almeida.

MOSTRA CULTURA, ARTE E PODER
De quarta-feira a 5 de fevereiro, no Sesc Palladium, CCBB e Cine Humberto Mauro. Entrada franca. Ingressos devem ser retirados meia hora antes de cada sessão. Programação completa: cinemartepoder.blogspot.com.br

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