'Irmãs' faz rir, mas pouco

Comédia estreia nesta quinta-feira e traz a dupla Amy Poehler e Tina Fey como protagonistas

por Mariana Peixoto 21/01/2016 08:00

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UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇÃO
(foto: UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇÃO)
Era o ano de 1993 e Tina Fey e Amy Poehler, duas aspirantes à comédia, foram apresentadas no ImprovOlympic, teatro de Chicago dedicado à improvisação. Houve uma sintonia imediata, é o que ambas já afirmaram em mais de uma entrevista. A partir das temporadas do humorístico Saturday night live (SNL), emendaram outros trabalhos.

Fizeram dois filmes: Meninas malvadas (2004, em pequenos papéis) e Uma mãe para o meu bebê (2008, como protagonistas). Houve ainda as três comentadas edições, como mestres de cerimônias, do Globo de Ouro.

Com piadas inteligentes e timing acertado, algo mais do que valioso quando se faz comédia, são hoje as duas principais representantes femininas do humor televisivo norte-americano. Depois do sucesso nos palcos e na TV, buscam alçar voos mais altos no cinema. Irmãs, dirigido por Jason Moore, que estreia nesta quinta-feira, 21, é uma nova tentativa. Dá certo, mas só em parte.
 
 
 
As irmãs Ellis são tão diferentes em suas personalidades quanto o são, fisicamente, Tina Fey e Amy Poehler. Kate (Tina), a mais velha, mesmo tendo ultrapassado os 40, age como se tivesse 20. Sem emprego ou nem sequer residência fixa, obriga a filha Haley (Madison Davenport) a ser mais adulta do que precisa. Já Maura (Amy), divorciada, sozinha e um poço de responsabilidade, passa seus dias tentando ajudar os outros. É capaz de carregar na bolsa um protetor solar para emprestar para os sem-casa.

CASA DA FAMÍLIA

A coisa muda quando as duas viajam a Orlando para encontrar os pais, Deanna (Dianne Wiest) e Bucky (James Brolin). Tentando aproveitar a vida, o casal decide vender a casa da família. As duas resolvem fazer uma última festa, como aquelas que comandavam na adolescência. Os convidados são os antigos colegas de escola.

É a festa interminável que toma boa parte das duas horas do filme. E, se a parte inicial tem cenas realmente engraçadas (a personagem de Amy tentando ajudar quem ela julga ser um mendigo; os pais tentando usar o Skype), a reunião de despedida é um desfile de estereótipos.

Temos a mulher que envelheceu e chora a vida que acredita ter perdido; o chato que ninguém aguenta; a rival que só quer ser reconhecida; a manicure oriental que se revela uma mulher fatal longe do salão de beleza. Há também alguma escatologia, regra para qualquer comédia atual, seja as de Melissa McCarthy, Seth Rogen ou James Franco.

O elenco secundário, que traz alguns nomes conhecidos das comédias (Maya Rudolph é outra cria do SNL), não acrescenta muito à narrativa, mais preocupada com o desvario das irmãs Ellis. Tina e Amy, com seu desfile de piadas já ouvidas (e algumas bem forçadas), conseguem fazer rir. Mas são momentos pontuais, algo bem longe das gargalhadas que ambas tanto proporcionaram na TV.

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