'Creed: nascido para lutar' traz Stallone mais uma vez na pele de Balboa

É a sétima vez que ator interpreta o lutador norte-americano

por Carolina Braga 13/01/2016 17:03

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Warner Bros./divulgação
Balboa vê a chegada de Johnson como um novo impulso para sua vida (foto: Warner Bros./divulgação)

O ingresso para Creed: nascido para lutar já vale só para ver o reencontro de Sylvester Stallone com Rocky Balboa, personagem que ele interpreta desde 1976. Foi mais do que merecido o prêmio Globo de Ouro dado ao ator, no domingo, por esse papel. Porém, o filme dirigido por Ryan Coogler (o segundo de sua carreira) oferece mais. Principalmente o belo jogo de cena entre o veterano, de 69 anos, e Michael B. Jordan, de 28, conhecido por encarnar Storm em Quarteto fantástico (2014).

É a sétima vez que Stallone interpreta o lutador norte-americano. Ele já subiu ao ringue em Rocky, um lutador (1976), Rocky 2 – A revanche (1979), Rocky 3 – O desafio supremo (1982), Rocky 4 (1985), Rocky 5 (1990) e Rocky Balboa (2006).

Como todo filme de luta, os confrontos no ringue formam os momentos de clímax. No entanto, o melhor está nos confrontos pessoais que o roteiro propõe aos dois protagonistas. Adonis Johnson (Jordan) é filho do falecido Apollo Creed (Carl Weathers), conhecido adversário de Rocky Balboa (Stallone). Infeliz em sua vida de executivo, o rapaz resolve assumir a paixão pelo boxe e chama Rocky para treiná-lo.

O ex-lutador vive humildemente como dono de restaurante. Solitário, Balboa vê a chegada de Johnson como um novo impulso para sua vida. Stallone consegue se libertar da carga histórica do personagem. Seu maduro Rocky Balboa é teimoso, emotivo e extremamente bem-humorado. Há leveza também na construção da relação de Johnson com a namorada Bianca (Tessa Thompson).

O excesso de reverência ao passado é um risco para esse tipo de filme. Felizmente, isso não ocorre em Creed... Referências aos confrontos entre Apollo e Rocky surgem como informação – e não como saudosismo barato. Porém, Coogler inova pouco ao fazer jus ao gênero: as lutas são dramáticas e embaladas por trilha sonora marcante. O final, no entanto, foge do esperado.

COTAÇÃO: Muito bom

 

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CINEMA