Filme sobre Chico Buarque chega hoje aos cinemas nacionais

Em 'Chico - Artista brasileiro', o diretor Miguel Faria Jr. consegue captar a intimidade do mestre, extrair casos divertidos e ainda brinda o espectador com belas versões

por Eduardo Tristão Girão 25/11/2015 17:03

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Zeca Guimarães/Divulgação
O diretor observa o documentado em seu dia a dia: os 30 anos de amizade abriram as portas para os 20 dias de gravação na casa do compositor, cantor e escritor (foto: Zeca Guimarães/Divulgação)
Pelas contas de Chico Buarque, seu próximo disco deverá ser lançado em 2020 e o público pode esperar por outro livro seu lá em 2029. “Os tempos vão se alargando”, justifica o cantor e compositor carioca, de 71 anos. A declaração foi dada ao diretor Miguel Faria Jr. e está no seu filme Chico – Artista brasileiro, que estreia hoje nos cinemas do país. São 116 minutos que passam como uma conversa descontraída com o artista, entremeada com imagens históricas e outras vozes a interpretar sua obra, de importância enorme.


É um documentário, mas, como o próprio diretor gosta de lembrar, há vários tipos de filmes. “Não é um registro jornalístico, uma entrevista. Tem dramaturgia, elementos de ficção. O roteiro deu muito trabalho, tem começo, meio e fim. Eu tinha de pensar na complexidade do que envolve o Chico, mas sem deixar ficar pesado. Há muitas ideias e temas por trás do que ele fala e dá para trabalhar de maneira simples com isso, deixando as pessoas pensativas depois de saírem do cinema”, observa.

Exemplo da preocupação dele com roteiro é o tratamento que dá à questão do irmão que Chico não conheceu (mas inspirou livro seu, O irmão alemão), abordada em diferentes pontos e com bonita amarração ao final. A narrativa do filme foi estruturada à medida que as entrevistas com o artista avançavam – foram 20 dias na casa dele, período em que Faria Jr. se valeu dos mais de 30 anos de amizade com o artista para tocar em temas como solidão, política, fama, método de trabalho, casamento e futebol, além de conseguir casos hilários.

“Ele é uma pessoa super bem-humorada, mas que começou a fazer muito sucesso e muito cedo. Foi muito aplaudido e muito apedrejado. Criou alguns escudos, o que é natural para quem viveu intensamente como ele”, conta. Tudo isso já seria suficiente para manter o espectador interessado, mas o diretor ainda quis rechear a produção com outros artistas cantando músicas de Chico, como Ney Matogrosso, Monica Salmaso, Moyses Marques e o dueto de Milton Nascimento com a portuguesa Carminho.

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