Ana Paula Arósio comenta papel de má em seu novo longa que estreia em novembro

Atriz vive Clara, inspirada em Lady Macbeth, no filme "A floresta que se move". Ela diz que foi difícil interpretar "personagem que grandes atrizes fizeram"

por Mariana Peixoto 27/10/2015 14:03

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Mostra de SP/Divulgação
Ana Paula Arosio em cena do filme 'A floresta que se move', de Vicente Amorim (foto: Mostra de SP/Divulgação)
Com estreia nacional prevista para o próximo dia 5/11, A floresta que se move, de Vinicius Coimbra, longa-metragem inspirado em Macbeth, de Shakespeare, foi exibido na tarde desta terça-feira (27/10) em sessão para a imprensa na 39ª Mostra Internacional de São Paulo. Após a apresentação, diretor e elenco – Ana Paula Arósio, Gabriel Braga Nunes, Nelson Xavier e Fernando Alves Pinto – participaram de encontro com os jornalistas que assistiram ao filme.

Ambientada nos tempos atuais, a narrativa transfere o jogo do poder shakespeariano para o universo do mercado financeiro. Elias (Gabriel Braga Nunes) é um bem-sucedido empresário que tem seu destino transformado quando se encontra com uma vidente, que revela a ele como se dará a dança de cadeiras na cúpula da empresa. Quando ele conta a história para sua mulher, Clara (Ana Paula Arósio), ela sugere que o casal convide o presidente do banco (Nelson Xavier) para jantar em casa naquela noite, para que o marido suba de posição na empresa. Só que o plano arquitetado por Clara culminará em uma série de assassinatos.

Sobre Clara, a versão brasileira para Lady Macbeth, Ana Paula afirmou que foi difícil interpretar uma “personagem tão universalmente celebrada, que grandes atrizes fizeram.” Coimbra, que lançou há um mês outra versão para um clássico da literatura – Matraga, adaptação de A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa – diz que sua intenção com A floresta que se move era “fazer um filme não muito realista”. Por isto, utilizou locações no interior do Uruguai, fora de qualquer lugar comum dos grandes centros.

De cabelos bem curtos, um contraponto às madeixas longas que exibe na tela, Ana Paula comentou ainda sobre o segundo filme que roda com Braga Nunes (os dois foram também protagonistas de Anita e Garibaldi, lançado no final de 2013. “É uma coisa curiosa, porque a gente nunca tinha trocado um beijo. Neste filme, conseguimos encaixar um beijinho, já que no outro a gente quase não se tocava. Esse casal se ama muito, tanto que entra nessa roubadaça junto. Mas acho super-romântico”, acrescentou a atriz.

A repórter viaja a convite da Mostra de SP

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