'Mais humor por favor', diz Dani Calabresa sobre censura ao humor politicamente incorreto

Comediante protagoniza primeiro filme em 'A esperança é a última que morre'

por Fernanda Guerra 14/09/2015 14:08

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Downtown Filmes/Divulgação
(foto: Downtown Filmes/Divulgação)
Com mudança de emissora, a estreia como protagonista no cinema e sondada para a primeira novela, Dani Calabresa encarou uma série de novidades na carreira neste ano. "Está sendo um ano muito feliz", garante. Ela faz parte da nova safra de mulheres comediantes no elenco da Globo. Após deixar a bancada do CQC na Band, foi chamada para fazer parte da reformulação do 'Zorra'. Há a expectativa de que, além do humorístico, ela enverede pela teledramaturgia, mesmo caminho trilhado pelas humoristas Mônica Iozzi (ex-CQC) e Tatá Werneck (ex-MTV).

"Não estou sabendo de nada", desconversa. No cinema, a humorista está em cartaz com A esperança é a última que morre, o primeiro longa do diretor Calvito Leal. O filme é um prato cheio para quem sente saudades da Dani Calabresa da MTV, já que o programa 'Furo MTV' foi essencial na preparação da personagem. Ela fez participação no filme Desculpe o transtorno, no qual contracena com o humorista Gregório Duvivier (Porta dos Fundos).

Como foi a preparação para viver a primeira protagonista da carreira?
O Calvito me ligou em 2010 me contando a ideia do filme de comédia em que a protagonista é uma menina sonhadora, certinha, apaixonada pela profissão, mas que escolhe embarcar numa mentira para realizar o sonho de ser âncora do telejornal, eu vibrei!! Na época, eu apresentava um telejornal cômico chamado 'Furo MTV' e sem querer isso me ajudou muito para me preparar para interpretar uma repórter. Também ensaiei com o Luiz Mario Vicente e ele me ajudou a entender a personagem, suas nuances e também me ajudou a armazenar esses sentimentos diferentes que a personagem vive. No cinema, não filmamos na ordem da história, né? Então um dia a gente faz uma cena do meio e no dia seguinte filmamos o fim. Esse é um dos desafios.

O filme aborda o sensacionalismo da mídia. Lembrou as notícias fantasiosas do programa 'Furo MTV'. Você já pensou em trabalhar com jornalismo?
Eu comecei a fazer teatro com cinco anos e sempre soube que queria ser atriz e desenhista. Fiz publicidade e me formei, mas nunca pensei em fazer jornalismo. Mas um dos trabalhos mais especiais que fiz foi apresentar o 'Furo MTV' (risos). A gente descontraía, tinha ataque de riso, podia improvisar e fazer personagens. Era muito divertido. Quero fazer um programa parecido logo.

Além de você estrear como protagonista, o diretor Calvito Leal também faz o primeiro longa de ficção. Como foi a experiência?
Para mim, foi um sonho. As filmagens começaram no dia do meu aniversário. Tive o privilégio de trabalhar com uma equipe talentosa e divertida. Foi um trabalho feliz. O Calvito é um príncipe. Educado, doce, criativo, divertido e super objetivo. Quero trabalhar com ele muitas vezes. Eu, Rodrigo Sant’anna e o Danton (Melo) criamos uma amizade muito divertida. Acho que isso se reflete na tela.

Há um certo preconceito contra comédias brasileiras por parte da crítica especializada e até do público. Em compensação, elas batem recordes de bilheteria. De que forma enxerga esse preconceito?
Acho uma bobagem. Eu amo cinema. Escolho ver um filme para me entreter, me emocionar, me divertir e sair feliz ou enxugando as lágrimas, refletindo… A comédia vem crescendo tanto no Brasil. As casas de shows de stand up comedy estão sempre lotadas. As pessoas gostam de rir. Fico muito feliz e orgulhosa de ser atriz comediante. Assisto a vários gêneros de filmes e às vezes um filme tem uma fotografia linda, uma trilha emocionante e outro é uma comédia mais pastelão. Mas não tem problema, são propostas diferentes.

É mais difícil fazer comédia agora por haver uma maior exigência do politicamente correto?
Tento não me preocupar muito com isso. Gosto de fazer o que eu acho engraçado. Não dá para agradar todo mundo. Então, contando qualquer piada, sobre qualquer tema, a gente vai correr um risco de alguém chiar… Mais humor por favor, né, gente? A vida já é tão difícil, tem tanta injustiça absurda, não dá para se ofender com uma brincadeira, né?

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