Comédia romântica 'Meu passado me condena 2' chega aos cinemas

Eles morrem de ciúme um do outro, vivem brigando e fazendo as pazes, mas como todo casal que um dia foi apaixonado de verdade, Fábio e Miá acabaram caindo na mesmice

por Carolina Braga 02/07/2015 00:13

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Pedro Loureiro/Divulgação
(foto: Pedro Loureiro/Divulgação )
Será que todas as tramas têm fôlego para continuações? Será que uma sequência para histórias que já fizeram sucesso não carrega consigo o risco do esgotamento? Perguntas como essas, de certa forma banais, deveriam ser feitas a si mesmos por diretores e produtores que insistem em garantir vida longa a projetos cinematográficos que na prática não têm esse fôlego.

A comédia Meu passado me condena 2 chega a pelo menos 600 salas em todo o país dando demonstrações nítidas de que não consegue fugir da armadilha do esgotamento. A leveza e a graça do primeiro filme, proporcionais ao encantamento dos recém-casados, dá lugar ao peso que a rotina causou na relação dos protagonistas, interpretados por Fábio Porchat e Miá Mello.

Como série de TV, o produto continua bem-sucedido. Se funciona nesse formato, nas duas temporadas de sucesso, para quê mais? No filme, prestes a completar três anos de casamento com Fábio, Miá já não aguenta mais a falta de perspectiva do marido, a imaturidade e a desorganização. Ao avisar que quer a separação, no meio da briga ele recebe uma ligação de Portugal informando a morte da avó. O casal embarca então para o velório com a relação praticamente morta.

“No mundo de hoje, as coisas acontecem de forma tão rápida que a famosa crise dos sete anos em uma relação agora acontece aos três. E é disso que fala o filme”, diz a roteirista Tati Bernardi. “Ele continua folgado, não colabora com os trabalhos domésticos e não tem um emprego fixo. O Fábio não cresceu nestes três anos, continua agindo como um moleque”, comenta Miá.

Os dois longas foram dirigidos por Júlia Resende. Se no primeiro Porchat se apresentava como um verdadeiro bufão nas confusões que aprontou dentro de um navio na viagem de lua de mel, no segundo a performance exagerada do ator perde a graça. O filme é uma DR interminável. Assim, a falta de maturidade faz de Fábio um bobão. Miá também fica chata no papel da mulher que só cobra, incapaz de tomar uma decisão e fazer algo para mudar o cenário. Puro clichê.

Ao chegar na terrinha, ela é surpreendida pelas trapalhadas e mentiras do marido. Fábio reencontra a ex-namorada de infância, Ritinha (Mafalda Rodiles), que por sua vez está noiva do machista Álvaro (Ricardo Pereira). Por mais tradicional que seja a cultura portuguesa, a forma como as rígidas convenções sociais são apresentadas viram crítica a um modo retrógrado de perceber os papéis de homens e mulheres nas relações. Meu passado me condena 2 perdeu graça e, assim como o casamento de Miá e Fábio, caiu na rotina. (Com Agência Folha)

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