Divertida Mente traz personagens envolvidos em um turbilhão de emoções

Novo filme da Pixar apresenta as memórias como personagens cômicos

por Correio Braziliense 25/06/2015 19:58

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Divulgação
Alegria e tristeza roubam a cena em Divertida mente (foto: Divulgação)
Existem memórias-bases, essenciais e engraçadas, que não descolam dos espectadores, mesmo terminada a sessão de Divertida mente. Uma situação conflitante assola a protagonista, Riley, obrigada a se mudar para São Francisco. Até o despontar do "alto nível de malcriação", como detecta o pai dela, Riley, perto da puberdade, vai viver o fervilhar e os choques dos sentimentos.

No desgosto da personagem central, que perde amigos e não se adapta à casa nova, vem a reboque uma problemática recorrente nos jovens contemporâneos: o excesso de programação, até mesmo em se tratando de emoções.

Interagindo com a espontaneidade de Riley, um colorido e animado grupo de figuras - que personificam raiva, nojo, medo e afins - traz, de dentro do corpo da moça, o maior interesse para Divertida mente. À frente de um painel de comando, os seres minúsculos equilibram e preparam terreno sadio para Riley. Na linha da superação, o novo desenho da Pixar propõe uma fantasiosa viagem, bem revestida de conceitos abstratos.

Daí, fica difícil não comparar com obras definitivas como as brotadas dos contos de Dr. Seuss (adaptado, entre outros, em Horton e o mundo dos quem!). Autor dos sucessos anteriores distribuídos pela Disney, Monstros S.A. e Up - Altas aventuras, o diretor Pete Docter, mais uma vez, prima pela inventividade.

Claro que haverá quem identifique o filme com um sucesso sessentista, Viagem fantástica, que revelava o chacoalhar interno dos seres humanos. Tocando na sensível construção da personalidade de Riley, até personagens como Nojinho e Tristeza têm bastante espaço para graça. Mesmo comentários depressivos de Tristeza, como "chorar faz com que eu me acalme", ficam hilários. Quem prevalece, inclusive com direito à iluminação especial, é a saltitante Alegria, bem empenhada em multiplicar as cores solares do pensamento de Riley.

Lembranças ocultas, artifícios para a programação de sonhos, a interferência de um aposentado imaginário da protagonista e faxina do esquecimento fazem parte da estimulante reeducação sentimental da protagonista. Para coroar tudo, o diretor ainda aposta numa convincente e emotiva cena.

Aperitivo

Um amor milenar, sem muitas chances de correspondência, estampa uma espécie de abertura para Divertida mente: o curta-metragem Lava. Na tradição da Pixar, o filmete acompanha a atração principal. Numa onda havaiana, o pequeno e empolgante filme musical é assinado por James Ford Murphy, estreante formado na escola de animação de Toy Story 2 e de Procurando Nemo.

Confira o trailer de Divertida Mente:

 

 

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