Diretor de filme sobre Fifa diz que resultado ''é um desastre''

''Aparentemente, sou o marqueteiro que faz filmes para os corruptos'', afirma Frédéric Auburtin, que assina o longa 'United passions'

por AFP 17/06/2015 19:14

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Screen Media Films/Divulgação
Documentário apoiado pela Federação Internacional de Futebol arrecadou 605 dólares na estreia (foto: Screen Media Films/Divulgação)
Duas semanas depois da péssima estreia nos cinemas dos Estados Unidos do filme sobre a história da Fifa, atualmente envolvida num escândalo de corrupção, o diretor lamentou ter feito "um desastre". O cineasta francês Frédéric Auburtin explicou nesta quarta-feira à revista americana The Hollywood Reporter que ele queria fazer de 'United passions' uma união de um filme "da Disney e um documentário de Costa-Gavras ou Michael Moore".

Confira o trailer de 'United passions':


No fim, segundo o diretor, o resultado "é um desastre". O projeto contou com respaldo total da Fifa, que arcou com 80% dos 30 milhões de euros do custo de produção do filme, pressionando para que a obra tivesse um tom mais favorável em relação aos presidentes da Fifa.

Auburtin conseguiu incluir alguns diálogos no roteiro, como a frase "Blatter é bom buscando dinheiro", que hoje, mais do que nunca, adota um novo significado, depois do dirigente renunciar ao cargo de presidente da Fifa em 3 de junho, pressionado pelo escândalo de corrupção na entidade.

"Pensei que estava fazendo um filme para um grande estúdio, mas fui vítima de um jogo. Não me pagaram para ser o Che Guevara dos negócios do esporte", lamentou o cineasta. 'United passions' foi lançado no festival de Cannes do ano passado, mas recebeu péssimas críticas.

A Fifa não conseguiu convencer os mercados internacionais e o filme sequer foi distribuído em países de grande tradição futebolística, como Inglaterra, Alemanha e Brasil. No primeiro fim de semana de exibição nos cinemas americanos, o filme arrecadou míseros 605 dólares. "É um desastre, mas eu aceitei o trabalho", reconheceu Auburtin. "Aparentemente, sou o marqueteiro que faz filmes para os corruptos"

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CINEMA