Centro Cultural Banco do Brasil vai sediar mais uma edição da Mostra do Filme Livre

Nas próximas três semanas serão exibidas mais de 200 produções independentes

por Carolina Braga 01/06/2015 08:30

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Universo Produções/Divulgação
O paraibano Tavinho Teixeira foi selecionado com 'Batguano', exibido ano passado em Tiradentes (foto: Universo Produções/Divulgação )
A Mostra do Filme Livre que chega esta semana a Belo Horizonte é um evento que intencionalmente carrega mais dúvidas que certezas. O nome já traz uma dessas incógnitas: o que é um filme livre. No caso é a busca por um tipo de cinema que lança mais perguntas para o público do que propriamente respostas prontas. São produções assim que dominam a programação do festival que ocupará o Teatro II e a Galeria I do Centro Cultural Banco do Brasil.


“São filmes que buscam um grau de ousadia, de experimentação e que fogem dos padrões. Geram dúvidas no espectador”, explica Marcelo Ikeda, um dos curadores dessa 14ª edição da mostra, que vai até 22 de junho, com a exibição de mais de 200 curtas e longas-metragens. Para Ikeda, esse número confirma que a produção independente nacional passa por um momento ímpar. “O digital favoreceu muito a democratização da produção. É possível fazer filmes baratos em qualquer lugar do Brasil. Os canais de exibição é que estão estrangulados. A dificuldade é a distribuição”, analisa.

RESISTÊNCIA Com o circuito exibidor restrito às produções americanas, em geral blockbusters, festivais e mostras se tornam janelas exclusivas para esse tipo de filme. Muito por isso são frequentes as coincidências de títulos. Grande parte da programação da Mostra do Filme Livre, por exemplo, já esteve na Mostra de Cinema de Tiradentes, seja deste ano ou em edições anteriores. O longa escolhido para esta noite de abertura, às 19h, é 'O tempo não existe no lugar em que estamos' (2015), de Dellani Lima, que estreou em janeiro em Tiradentes.

Também foram exibidos por lá, por exemplo, 'Batguano', do paraibano Tavinho Teixeira, e 'Ela volta na quinta', do mineiro Andre Novais Oliveira, entre outros. Assim, a Mostra do Filme Livre também é oportunidade para ver produções já comentadas e que ainda não tiveram espaço no circuito comercial. Como são 20 dias de exibições, há também produções inéditas em Minas, seja em curta ou longa-metragem.

Este ano serão homenageados os diretores Maurice Capovilla e Carlos Magno. “Todo ano escolhemos nomes que estejam ligados ao cinema de invenção brasileiro para promover um diálogo”, justifica Ikeda. “O Capô tem uma realização fértil e dialoga com toda uma tradição que lutou pela produção nacional”, completa, informando que do também mineiro Carlos Magno serão exibidos 11 curtas, além de outras 16 obras produzidas em Minas. Entre 1.460 inscritos, 209 foram selecionados para o evento.

Aliás, o paulista Maurice Capovilla estará em Belo Horizonte no dia 20, para participar de um debate sobre sua produção. Serão sete sessões com as mais expressivas obras do diretor, entre elas: 'Subterrâneos do futebol' (1964), 'O profeta da fome' (1970), 'O jogo da vida' (1977) e o recente 'Nervos de aço' (2014), sobre Lupicínio Rodrigues e estrelado por Arrigo Barnabé.

14ª Mostra do Filme Livre
Até 22 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários. Veja a programação completa no site www.mostradofilmelivre.com. Entrada franca. Informações: (31) 3431-9400.

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