'Marcas da água' mostra as relações do homem com água

Na semana do dia mundial da água, documentário canadense será exibido no Cine Belas Artes

por Eduardo Tristão Girão 23/03/2015 07:00

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Watermark/divulgação
Watermark/divulgação (foto: Watermark/divulgação)

Na semana do Dia Mundial da Água, comemorado ontem, outro documentário dedicado ao tema está para chegar ao Cine Belas Artes, em BH. Trata-se da produção canadense Marcas da água, dirigida pelo fotógrafo Edward Burtysky e pela cineasta Jennifer Baichwal. A pegada é completamente diferente da de A lei da água – novo Código Florestal.


Deixando em segundo plano qualquer tentativa de alinhavar um discurso, a dupla aposta em imagens de alto impacto para mostrar as diversas relações do homem com a água. Lançado em 2013, foi considerado melhor filme canadense pela Associação de Críticos de Cinema de Toronto, no Canadá.


Da monumental represa chinesa de Xiluodu ao desolador e seco cenário do Colorado, nos Estados Unidos, passando por 30 milhões de indianos rumo ao banho sagrado no Rio Ganges e a incrível análise de gelo profundo da Groenlândia, o documentário interpreta preocupantes padrões climáticos que poderão se repetir. Tudo filmado em 5K, avançada tecnologia em alta definição. Durante 90 minutos, as impressionantes imagens se alternam com depoimentos dos entrevistados.
Ao optar por cenas tão incríveis quanto chocantes, a dupla de diretores deixa clara a decisão de escancarar as cicatrizes que o homem vem deixando na superfície do planeta em função da dependência de água. Como se manter indiferente diante do curtume indiano que despeja os mais variados produtos químicos nos rios? O que dizer da cidade que se formou sobre o aglomerado de fazendas de criação de abalone (tipo de molusco) no litoral da China? Sem narração ou gráficos informativos, fica o convite à reflexão.



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