Filme de Vicente Amorim revive a trajetória da baiana Irmã Dulce

Longa é protagonizado por Bianca Comparato, que interpreta a religiosa na juventude, e Regina Braga, que assume o papel da freira na velhice

por Carlos Herculano Lopes 28/11/2014 08:00

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Ique Esteves/divulgação
Bianca Comparato interpreta a irmã Dulce jovem (foto: Ique Esteves/divulgação)
Depois da estreia consagradora em Salvador, no Shopping Iguatemi, no dia 13, e em seguida ao sucesso de lançamento em todas as capitais do Nordeste e Norte, finalmente chega às grandes cidades do Sul e Sudeste, inclusive Belo Horizonte, o esperado 'Irmã Dulce', longa de Vicente Amorim, conhecido diretor de 'Corações sujos' e 'Caminho das nuvens'.

Rodado durante seis semanas na capital baiana, com produção de Iafa Britz, e roteiro assinado por L.G. Bayão e Anna Muylaert, o filme conta a comovente história de Maria Rita de Souza Brito Lopes, a Irmã Dulce, que ficou conhecida em todo o Brasil, por sua dedicação aos pobres e desvalidos, como 'O Anjo Bom da Bahia'. O lançamento coincide com os 100 anos de nascimento da religiosa, que ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde recebeu o nome de Dulce, em 1933.

As atrizes Bianca Comparato e Regina Braga dividem com muita competência o papel principal no filme, que reúne ainda no elenco craques como Malu Valle, Patrícia Oliveira, Amaurih Oliveira e Caco Monteiro, além das participações especiais de Irene Revache, Fábio Lago e Glória Peres. O filme, que foi viabilizado pela captação de R$ 9,5 milhões por meio das leis de incentivo cultural, tem ainda Gracindo Júnior, Marcelo Flores, Renato Prieto e Zezé Polessa como atores convidados.

Para Bianca Comparato, que interpretou Irmã Dulce quando jovem, no início de sua carreira religiosa, quando resolveu largar tudo para dedicar-se a Deus e aos pobres, ela foi uma pessoa extraordinária, diferente de todo mundo. “Pude perceber isso enquanto fazíamos as filmagens em Salvador, e eu conversava com o povo. Cada pessoa da Bahia, sobretudo as mais humildes, tem uma história para contar sobre ela”, disse. Para Regina Braga, que interpretou a religiosa madura e tomada pela doença que a levou em 14 de março de 1992, aos 77 anos, esse foi o papel mais intenso que fez.

Vicente Amorim, por sua vez, contou ter tomado conhecimento da existência de Irmã Dulce quando era adolescente, e seu avô, um médico chamado Oswaldo Nazareth, que era simpatizante do Partido Comunista, falava muito dela, como um exemplo a ser seguido. “Para fazer esse filme, além de ter passado vários dias em Salvador, e procurado conhecer os lugares onde ela viveu e praticou suas obras de caridade, tentei me inteirar o máximo possível sobre a história, que é riquíssima. Nunca dirigi um filme que mexesse tanto comigo”, disse.

Adorada pelo povo baiano, que a considera santa, em 2000, a Igreja Católica deu início ao processo de beatificação e canonização de Irmã Dulce, e em dezembro de 2010, o Papa Bento XVI assinou o decreto de reconhecimento de um milagre atribuído a ela. A cerimônia de beatificação ocorreu em 22 de maio de 2011, quando o querido Anjo Bom da Bahia recebeu o título de Bem-Aventurada dos Pobres.

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