Longa 'Dólares de areia', exibido no Cine Ceará, traz emoção nas entrelinhas

Filme representa a corrente latino-americana de cinema que não se preocupa em deixar as coisas às claras

por Carolina Braga 20/11/2014 07:30

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Divulgação
(foto: Divulgação)
Fortaleza – 'Dólares de areia', longa exibido na mostra competitiva ibero-americana do Cine Ceará, é um filme sobre carências. Protagonizada por Geraldine Chaplin e pela dominicana Yanet Mojica, a obra dos diretores Laura Amélia Guzmán e Israel Cárdenas representa a corrente latino-americana de cinema que não se preocupa em deixar as coisas às claras. As entrelinhas sugerem sentimentos e sensações, sem “empalavrar” emoções.

O filme conta a história de uma velha europeia que se apaixona por uma jovem e ambiciosa nativa, acompanhante de turistas solitários. Trata-se de um relacionamento de três anos, que não foi construído com base na intimidade. De um lado há a carência excessiva da mulher madura; do outro, o interesse exagerado da jovem.

A câmera de Laura Guzmán e Israel Cárdenas se afasta positivamente das belezas naturais da República Dominicana. Há mar e praia, mas distantes do glamour. O que importa é tentar entender a cabeça e o sentimento dos personagens. Planos fechados amplificam o peso das atuações. O longa tem como principal valor a entrega das atrizes.

Geraldine Chaplin aparece sem maquiagem, assume o corpo idoso. Nada disso importa, pois a carga de Anne está no olhar: a dependência, a admiração e a decepção com a garota. Yanet Mojica é uma surpresa: forte, equilibra o olhar inocente, ávido por uma vida melhor, e o corpo na flor da idade.

A repórter viajou a convite do Cine Ceará

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CINEMA