Multiculturas é a marca de 'Made in China', protagonizado por Regina Casé

Filme se passa em área comercial do Rio de Janeiro e fala sobre a imigração chinesa para o local

por 06/11/2014 10:23

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Conspiração/Divulgação
Regina Casé volta à telona depois de 14 anos em Made in China (foto: Conspiração/Divulgação)
Tudo junto e misturado: chinês com brasileiro e árabe com judeu. Muambas, brinquedos, luzinhas de Natal e mandingas. Mulatas e japonesas. Esse é o cenário de Made in China, filme protagonizado por Regina Casé e dirigido por seu marido, Estevão Civatta, que estreia hoje. A diversidade cultural é bem semelhante à mostrada no programa dominical de Regina, o Esquenta!, exibido na Globo.

Ambientada no Saara, centro de comércio popular do Rio de Janeiro, a comédia fala da chegada dos chineses ao local, antes dominado por árabes e judeus.

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Seu Nazir (Otávio Augusto) é dono da loja de brinquedos Casa São Jorge. Sua ótima e simpática vendedora Francis (Regina Casé) descobre que a nova loja concorrente, Casa do Dragão, do chinês Chao (Tony Lee), vende os mesmos produtos por preços mais baixos e resolve lutar pela clientela – com a ajuda do namorado, o malandro Carlos Eduardo (Xande de Pilares). "Não é um assunto só brasileiro. Em várias cidades  há uma rua de comércio assim", conta Ciavatta, que fez aulas de chinês por um ano e meio para conseguir se ligar com o elenco de chineses. "Todos nasceram na China, quase não falam português", diz o diretor, que não considera a comédia preconceituosa. "Tem de ter algum tipo de estereótipo e falar mal de alguém." Luís Lobianco, que vive Peri, filho de seu Nazir, completa: "Não acredito que humor seja do bem. Se você só faz humor de aula de educação moral e cívica não rola. A gente encontrou o meio-termo ideal".

Regina retorna ao cinema depois de 14 anos, quando viveu a nordestina Darlene em Eu, tu, eles (2000). "A Francis representa a nova mulher brasileira, que não quer ficar em casa, fragilizada. Ela quer ir para o samba, quer se divertir, namorar. Ela não quer se casar nem dividir o controle remoto. É ela quem enche a geladeira", resume.

Para Regina, o filme tem algumas mensagens. "Os imigrantes se misturaram aos brasileiros, o que é bom. Não temos de ter medo do diferente nem imitá-los. Temos de usar a originalidade, fazer algo brasileiro.’’
 
Confira o trailer de 'Made in China':
 
 

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