Pai e filho têm que acertar os ponteiros em 'O juiz', estreia do fim de semana

Robert Duval e Robert Downey Jr. garantem o melhor do longa dirigido por David Dobkin

por Carolina Braga 17/10/2014 07:30

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.

Warner/Divulgação
(foto: Warner/Divulgação)
O elenco principal de 'O juiz' é suficiente para garantir pelo menos duas estrelas na cotação geral do filme. Afinal, ao interpretarem pai e filho, Robert Duval e Robert Downey Jr. garantem o melhor do longa dirigido por David Dobkin, até então conhecido por comédias como 'Penetras bons de bico' (2005). Desta vez, não há humor em questão. Há, sim, muito drama na produção que procura honrar a tradição hollywoodiana dos filmes de tribunais, mas fica aquém da coleção de clássicos do gênero.

 

 Veja os horários das sessões


Seria de alta categoria não fossem algumas opções piegas no roteiro e planos não menos banais para contar a história. Em 'O juiz', Robert Downey Jr. é o advogado Hank Palmer. Profissional confiante, bem-sucedido e radicado em Nova York, é obrigado a voltar à cidade natal depois da morte da mãe. É o momento em que precisa se reencontrar com o pai, Joseph Palmer (Robert Duvall ), juiz do pequeno município, com quem tem relação bastante tensa.

O que era para ser apenas um encontro protocolar de luto acaba tendo reviravoltas. Palmer é acusado de assassinato e precisará do filho para a sua defesa. À medida que Hank é obrigado a buscar alternativas para defender o pai, mágoas do passado voltam à tona.

Embora reuna todas as tensões convencionais dos filmes de tribunal, 'O juiz' é mais interessante quando fala das íntimas e afetivas leis familiares do que propriamente das leis da sociedade. Talvez por isso, a interpretação dos atores chame tanto a atenção. É nos momentos em que pai e filhos (os outros irmãos são interpretados por Vincent D'Onofrio e Jeremy Strong) se enfrentam que surgem as passagens mais marcantes do longa.

O problema de 'O juiz' é que, além de ser um filme de tribunal, sobre densos dramas familiares, o longa ainda quer espaço para romance. Não precisava de nada mais na trama que já se alonga durante 141 minutos. Fica forçada a tentativa de recuperar o caso de adolescência. Como a trama não depende (nada) disso para se desenvolver, torna-se alegórico e desnecessário.

Assists ao trailer do filme:

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CINEMA