Filha de Glauber Rocha tem problemas para cuidar da obra do pai

Paloma Rocha afirma que o espaço físico que difunde a obra do cineasta pode fechar no fim do ano

por Ricardo Daehn Yale Gontijo 18/09/2014 08:00

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(foto: Divulgação)
Entre os festejos da abertura da 47ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na capital federal, Paloma Rocha, filha do grande homenageado Glauber, ficou ao mesmo tempo feliz e indignada. "O Tempo Glauber (espaço físico que difunde a obra do diretor) pode fechar no fim do ano" e o rescaldo de verbas para a continuidade na preservação da memória do cineasta está distante de ser alcançado. Há pouco mais de três anos, os problemas se agravaram. "Acho que houve um processo grave de descontinuidade das políticas públicas do audiovisual brasileiro desde a saída do ministro Gilberto Gil. Acho que foi uma roubada mesmo o que fizeram! Se isso ocorre com Glauber Rocha, imagine o resto como não está. Ter patrocínio para as coisas é sempre um esforço nosso (da família). Se houve recursos e a obra foi restaurada, até hoje, foi pelo esforço nosso.", desabafou.

Se antes havia convênios para dar continuidade aos processos de restauro, eles foram interrompidos, sem justificativa. “Mas conseguimos concluir o restauro da obra e o material foi transferido para a Cinemateca Brasileira”, diz. As atividades de difusão, de fomento e da continuidade da preservação estão lá até hoje – tudo interrompido. Agora, resta convênio de quatro meses com a Secretaria do Audiovisual (Sav). “Há três dias, foram transferidos para o Instituto Moreira Salles todos os desenhos do Glauber”, afirma Paloma, explicando que a obra está salva, mas faltam recursos para que ela tire as coisas do Tempo Glauber. Está tudo digitalizado.

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