Fotografia impecável e trama histórica marcam 'Ida', em cartaz na mostra Indie

Filme do polonês Pawel Pawlikowski conta a história de garota em busca de do passado da família vítima do regime nazista

por Gracie Santos 04/09/2014 10:08

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Indie/Divulgação
Sobrinha e tia saem em busca do passado em 'Ida', cartaz do Indie, às 19h10 no Belas 1 (foto: Indie/Divulgação)
'Ida', do diretor polonês Pawel Pawlikowski, é impactante desde a primeira cena. A primorosa fotografia em p&b intensifica o frio em paisagem de neve persistente, que cai durante quase todo o filme. Em 1962, uma jovem de 18 anos está prestes a fazer seus votos definitivos e se tornar freira do convento onde vive desde criança. Mas a madre superiora a convence a procurar sua única parente, a tia Wanda Lebenstein, antes de se decidir. A partir desse encontro, ela descobre a causa de ter sido deixada no orfanato: seus pais foram mortos pelos nazistas.

Passado o susto, 'Ida' se alia a Wanda em busca do passado da família em viagem à aldeia natal. Interessante é o contraste entre as duas mulheres, uma jovem, inocente; outra madura, visivelmente deprimida. Quando buscam respostas sobre o desaparecimento dos parentes, só encontram portas fechadas, ninguém assume os horrores do nazismo. Curioso é saber que o filme marca a volta do próprio diretor à Polônia. Pawlikowski fez carreira na Inglaterra. Impossível não pensar que a trama tenha algo de particular quando ele revisita a própria história.

Direto e até duro, o polonês não faz concessões quando expõe a dor de seus personagens (ou de seu povo). Assim, enquanto assistimos a uma bela “aula” de cinema (câmera, roteiro e interpretações incríveis), presenciamos a abordagem de temas delicados de maneira simples. Econômico nos diálogos e intenso nas emoções, 'Ida' mostra que há dores incuráveis.
 
Assista ao trailer de 'Ida' (em inglês):
 
 

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