Com protagonista onipotente, 'Lucy' comprova versatilidade de Scarlett Johansson

Novo longa de Luc Besson revive futurismo de 'O quinto elemento' com personagem que sobrevive graças aos talentos da atriz

por Agência Estado 27/08/2014 18:23

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Universal Pictures/Divulgação
Scarlett vive personagem futurista e a primeira mulher da história em uma só trama (foto: Universal Pictures/Divulgação)
Em Los Angeles, no primeiro semestre, Scarlett Johansson tentava controlar os jornalistas de todo o mundo que se comprimiam na sala em que Chris Evans e ela davam entrevistas sobre 'Capitão América 2'. Os dois diretores, os irmãos Russo, e o produtor Kevin Feige eram meros codjuvantes. As perguntas eram as mais tolas possíveis. E se o 'Capitão América' e Scarlett, a sexiest woman alive - a mulher mais sexy do mundo - tivessem um filho, como seria? "Com' on, boys, let's talk seriously", vamos falar com seriedade, ela pedia, e com aquela voz.

 

Veja fotos de 'Lucy'

 

Em sua edição de junho, a revista francesa Studio Live lista os top 20 de Hollywood. Brad Pitt, que, além do astro que todo mundo conhece, foi o produtor de '12 anos de escravidão' - Oscar de melhor filme do ano -, é o número 1. E há apenas uma mulher entre os 20. Ocupa o sétimo lugar - Jennifer Lawrence, graças aos números superlativos da série 'Jogos vorazes'.

 

Scarlett nem aparece e, no entanto, não existe mulher mais comentada na indústria, atualmente. A voz dela no computador de Joaquin Phoenix, na fantasia futurista de Spike Jonze - 'Ela' -, ainda ecoa nos ouvidos do público e Scarlett, que faz um pequeno papel em 'Chef', de Jon Favreau, a partir desta quinta, 28, toma de assalto as telas do Brasil com 'Lucy', outra fantasia científica - do francês Luc Besson -, que está arrasando nas bilheterias dos EUA.

 

Em DVD e Blu-Ray, mais uma fantasia. Em 'Sob a pele', de Jonathan Glazer, Scarlett é a alienígena que chega à Terra e percorre paisagens vazias e estradas desertas em busca de presas humanas. Dotada de uma sexualidade voraz, a (anti)heroína vai descobrir sua humanidade.

 

Confira trailer de 'Lucy':

 

 

Em todos os lugares
Está começando mais um Festival de Veneza. No ano passado, os críticos blasés nem se deram ao trabalho de constatar que o filme de abertura, que muitos chamaram de decepcionante - 'Gravidade', de Alfonso Cuarón -, na verdade terminou sendo um evento planetário e campeão do Oscar. 'Sob a pele' foi outro recebido a pedradas, mas em sua edição também de junho Cahiers du Cinéma, a Bíblia do cinema de autor, dedica páginas e páginas à decifração do fenômeno 'Under the skin', porque o filme de Jonathan Glazer é um fenômeno. E a todas essas chega 'Lucy'.

 

A pergunta número um que não quer calar - como um diretor considerado de segunda, como Luc Besson, conseguiu reabrir a vertente kubrickiana de Stanley Kubrick, '2001'? Retomando a lição de Arthur C. Clarke que o próprio Kubrick seguira em sua obra-prima - para atingir o impossível, o que se deve fazer é transpor os limites do possível.

 

O filme começa, como 2001, na alvorada da humanidade, com Lucy, a primeira mulher. Salta no tempo para mostrar aonde nos levou o desenvolvimento tecnológico e científico - desordenação e caos. É onde encontramos outra Lucy - Scarlett.

Lançada numa aventura sem volta, ela vai expandir os limites da inteligência humana, num processo que o cientista Morgan Freeman ousa apenas teorizar. Luc Besson já incursionara pela ficção científica - em 'O quinto elemento', nos anos 1990. Aqui, ele mescla '2001' com elementos da série de ação 'Busca frenética', com Jason Statham, que produziu. Scarlett desenvolve sua capacidade mental como nunca ninguém o fez na história. Ao fazer isso, transpõe os limites da matéria. Controla o mundo ao redor, e as mentes dos outros.

Tudo vê, tudo sabe, tudo pode. Vira Deus, ou o computador Hal-9000 de '2001'? Porque é a segunda pergunta que você mal ousava se fazer e Besson agora tenta responder - como Scarlett foi parar dentro daquele computador em 'Ela'? É uma questão científica e filosófica, que Besson responde por meio da ação. No processo, Scarlett ganha um aliado, o policial. Numa ação impulsiva, ela o beija.

Por que, pergunta o cara? "Para me lembrar (de que sou humana)?" Na cena chave, descobrindo que a única verdadeira medida é o tempo, Lucy viaja no tempo até reencontrar a outra Lucy, primata. A nova e a primitiva mulher se tocam, como na Criação de Michelangelo. Luc Besson conseguiu. Scarlett Johansson, a atriz de sua geração que mais ousa, conseguiu, de novo. Essa mulher, além de sexy, é única.

Universal Pictures/Divulgação
Lançamentos em festivais e DVD mantêm a atriz norte-americana em evidência (foto: Universal Pictures/Divulgação)
 

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