Escritor John Green é cérebro por trás de 'A culpa é das estrelas'

Estreia do filme baseado em bestseller sobre romance entre jovens com câncer catapulta ao cinema o autor queridinho da literatura juvenil

por Karoline Rodrigues 05/06/2014 10:28

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James Bridges/Divulgação
Guz (Ansel Elgort) e Hazel (Shailene Woodley), em 'A Culpa é das Estrelas' (foto: James Bridges/Divulgação)
Vender mais de dois milhões de livros no Brasil não é para qualquer um. O escritor norte-americano John Green, de 36 anos, alcançou a façanha depois de se aventurar na área do sick-lit, um recente gênero literário e em que o personagem principal sofre de doença grave.

Depois de ter uma das obras rejeitadas por editoras, ele viu a carreira decolar com o sucesso mundial de 'A culpa é das estrelas' (Intrínseca, 288 págs, R$ 19,90), livro cuja adaptação cinematográfica, uma das mais esperadas do ano e dirigida por Josh Boone, acaba de chegar às telonas. A partir da meia-noite, a produção entra em pré-estreia nesta quinta-feira em BH e promete encantar os espectadores com a história dos jovens Hazel Grace e de Augusts Waters.

Publicado em 2012, o livro é consequência do trabalho de Green como acompanhante de estudantes em um hospital infantil. É uma "história engraçada e honesta", diz o próprio escritor, sobre uma paciente com câncer e um ex-jogador de basquete amputado. A culpa bateu a casa de 1,2 milhão de exemplares vendidos (7 milhões no mundo), marca próxima ao bestseller 'O código da Vinci' (Dan Brown). No rastro da publicação sobre o romance juvenil fadado à tragédia - sem pieguismos e estruturado na identificação com vivências do público leitor -, o escritor alimenta o mercado editorial com outras obras cujos resultados se tornaram impressionantes: entre os dez mais vendidos do país, em listas divulgadas por sites especializados e revistas, quatro pertencem ao autor (além de 'A culpa é das estrelas', estão bem rankeados 'Cidades de papel', 'O teorema de Katherine' e 'Quem é você, Alasca?').

Divulgação
(foto: Divulgação)
O retorno positivo se baseia, observam os críticos, em uma combinação frutífera entre o retrato fiel de dramas juvenis e a receptividade de leitores ávidos por histórias possíveis de serem transplantadas para o campo das imagens. A sequência de 'Jogos vorazes' (protagonizada no cinema pela premiada Jennifer Laurence) e de 'Divergente' exemplifica o campo de possibilidades dos enredos focados no público mais jovem - embora os dois filmes sejam consumidos também pela "fatia adulta" dos cinéfilos. Há, no entanto, uma linha divisória de abordagem entre Green e as duas sagas: os romances do norte-americano carregam nas situações cotidianas reais enquanto os demais se apropriam da fantasia ('Crepúsculo') e da ficção científica para estruturar as tramas.

Como boa parte das trajetórias contemporâneas vitoriosas na era da web, a carreira de Green também inclui incursão bem proveitosa no diálogo com os fãs na internet. Ele produz e posta semanalmente vídeos no canal do YouTube Vlogbrothers, criado ao lado do irmão Hank. Com mais de 7 milhões de inscritos, o vlog (blog com vídeo) tem mais de 800 milhões de visualizações e passa dos cinco mil vídeos publicados. A produção mais popular já chega a 16 milhões de visualizações e aborda, de forma cômica, o amor do autor por girafas - um traço da personalidade sempre exposto nas redes sociais e, com parcimônia, nos livros.

O filme

Longe de ser uma narrativa com drama forçado, o longa estrelado pela nova queridinha de Hollywood, Shailene Woodley, obteve sucesso. Da escolha da trilha sonora à seleção do elenco, o roteiro encanta sem partir para apelação ou usar sequências constrangedoras. A história de amor entre os adolescentes Hazel (Shailene Woodley) e Guz (Ansel Elgort) equilibra com sensibilidade o drama que os pacientes de câncer sofrem no dia-a-dia e a ansiedade de viver cada momento intensamente.

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