Hollywood aposta em filmes religiosos para atrair público de fiéis

Já são quatro 'faith-based', filmes direcionado ao público religioso, nos últimos dois meses

por Estado de Minas 17/04/2014 09:14

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 Sony Pictures/Divulgação
No hall dos filmes religiosos, estreou ontem nos EUA 'O céu é de verdade' (foto: Sony Pictures/Divulgação)
A história verídica de um menino americano que afirma ter visto o paraíso, levada ao cinema em O céu é de verdade, engrossa a fileira dos filmes de caráter religioso que desde o início do ano chegam aos cinemas dos Estados Unidos. O longa de Randall Wallace, roteirista e diretor de Fomos heróis (2002) e Secretariat – Uma história impossível (2010), é uma adaptação do best-seller de mesmo nome e narra a passagem de um menino de 4 anos, filho de um pastor de uma pequena localidade americana, pelo paraíso.

O céu é de verdade chegou aos cinemas dos Estados Unidos e Canadá ontem – ainda não há data de estreia para a América Latina –, o que o converteu no quarto longa-metragem de temática religiosa ou bíblica a ser lançado em menos de dois meses. Os três primeiros filmes que estrearam até agora tiveram grande sucesso. O filho de Deus, que recria a vida de Jesus, acumulou US$ 60 milhões, enquanto God’s not dead, sobre um estudante que demonstra a existência de Deus, US$ 41 milhões. Noé, uma interpretação muito pessoal de Darren Aronofsky sobre a história da arca de Noé, já acumula US$ 85 milhões em suas três semanas nas telas.

Hollywood, que tende a ir às cegas, se deu conta de que nem todos os americanos vivem em Nova York ou Los Angeles, e que muitos deles não encontram a felicidade no cinema", afirmou Joe Roth, produtor de O céu é de verdade. Por esse motivo, foram feitos alguns filmes direcionados a esse público, que alcançaram bastante sucesso, ele disse. Como Hollywood adora classificar tudo, os filmes de temática religiosa são chamados "faith-based", ou seja, dirigidos a um público de fiéis.

Esses espectadores geralmente são esquecidos pelas campanhas de publicidade, mas são muito religiosos e levam muito a sério os filmes – isso pôde ser constatado com Noé, quando várias associações cristãs criticaram as liberdades tomadas pelo filme sobre a Bíblia.

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