'O filho de Deus' chega aos cinemas insistindo no clichê dos filmes religiosos

Crítica aponta pouco aproveitamento do potencial da narrativa como um dos pontos negativos do filme

por Carolina Braga 17/04/2014 09:14

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Diamond Films/Divulgação
O ator português Diogo Morgado dá vida a Jesus Cristo na estreia em clima de semana santa (foto: Diamond Films/Divulgação)
Há histórias que são contadas e recontadas tantas vezes que a falta de novidade no modo como narram os fatos faz delas obras desnecessárias – mesmo que seja trama relevante para a história da humanidade. É o caso de O filho de Deus. Essa versão sobre os últimos passos de Jesus Cristo, do calvário até a cruz, faz parte da minissérie para TV The Bible. Outro motivo que torna o longa dispensável: se foi feito para a televisão, deveria ter ficado restrito à telinha. Não acrescenta nada ao cinema ao longo dos 138 minutos de projeção.

 

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Protagonizado pelo ator português Diogo Morgado e dirigido pelo estreante Christopher Spencer, o filme é uma sucessão de clichês. A trama é capitular. Começa com a pesca milagrosa narrada pelo evangelho de Lucas e termina com a crucificação.

 

Todo o foco está centrado na figura de Jesus e na relação com seus 12 discípulos. Há pregação o tempo inteiro, adornada por uma trilha sonora orquestral e o tom de voz conciliador do protagonista. O roteiro reproduz os mesmos textos da Bíblia.

O filho de Deus escolhe um modo muito tosco para contar algo de potência tão conhecida. Equívocos são contínuos na realização. Há desde o clichê de nuvens passando no céu azul até as pedras caindo em câmera lenta quando Jesus provoca: “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Obviamente, Jesus tem cara de bonzinho, Pôncio Pilatos (Greg Hicks) de mau, Judas (Joe Wredden) é de arrependido e daí por diante. Se é que há alguma força, ela está na veracidade que os fatos carregam por si só. Ou seja, não há qualquer mérito cinematográfico.

 

Cotação: Ruim

 

Confira o trailer de 'O filho de Deus':

 

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