Clive Owen leva o thriller 'Blood ties' ao Festival Internacional de Cinema de Cartagena

Ator também se rendeu à TV e estreia seriado The knick, dirigido por Steven Soderbergh

por Carolina Braga 18/03/2014 06:00

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Álvaro Delgado/Divulgação
(foto: Álvaro Delgado/Divulgação)
Cartagena de Índias (Colômbia)
– Com camisa branca de linho, tal qual um caribenho, o ator Clive Owen circula pelas ruas como a principal celebridade entre os intérpretes da indústria cinematográfica a marcar presença nesta edição do Festival Internacional de Cinema de Cartagena de Índias (Ficci). O ator britânico recebeu do festival, o mais antigo da América Latina, o prêmio Índia Catalina e um pequeno tributo antes da estreia latino-americana de 'Blood ties', longa dirigido por Guillaume Canet, ainda inédito no Brasil.


No único encontro com o público do festival, Clive foi simpático, como manda o figurino, e não dispensou frases de efeito. “Cinema é a arte do diretor”, disse ele à organizadora do evento, Monika Wagenberg, antes de relatar como foi o processo de criação de alguns de seus filmes. Não foi o único lugar-comum usado pelo intérprete de respostas precisas.

Na conversa realizada no charmoso Teatro Adolfo Mejia, Owen contou sobre o início da carreira no teatro inglês, acerca da possibilidade que teve em trabalhar com diretores de diferentes vertentes, tais como o oscarizado Alfonso Cuarón ('Children of men') e Mike Nichols ('Closer'), além de apresentar novos projetos. Ao contrário de muitos colegas que evitam margem para especulações, Clive fez questão de deixar claro o quanto admira o trabalho do diretor Paul Thomas Anderson. “Acho que é um realizador espetacular”, elogiou.

SÉRIES Seguindo a nova regra da migração dos filmes para os seriados, Clive anunciou ter terminado há poucas semanas novo projeto para televisão com o diretor Steven Soderbergh. Com 10 episódios rodados de maneira linear, 'The knick' gira em torno do universo de um hospital e seus funcionários na Nova York do início do século passado. “Nunca pensei em trabalhar em televisão, mas quando recebi o roteiro vi que era realmente fantástico”, disse. Foi a primeira vez que trabalharam juntos. Aliás, a diversidade de realizadores com os quais já teve oportunidade de dividir o set é algo de que se orgulha.

“Quando olho para trás, vejo que todos os diretores com os quais trabalhei são completamente independentes na forma como fazem seus filmes. Não existem regras”, comentou. Clive Owen começou no cinema ainda na década de 1980, mas tornou-se conhecido a partir de produções como 'Assassinato em Gosford Park' (2001) e 'A identidade Bourne' (2002). O grande sucesso da carreira foi ao lado de Julia Roberts e Natalie Portman em 'Closer – perto demais' (2004), longa pelo qual ganhou prêmios como o Bafta e o Globo de Ouro de melhor ator, além de uma indicação ao Oscar. “'Closer' ... foi um marco na minha carreira, porque havia interpretado esse personagem no teatro”, contou.

Na passagem por Cartagena, fez questão de desmistificar o peso dos prêmios. Ao responder a uma brincadeira sobre qual conselho daria a Leonardo DiCaprio, que assim como ele não faturou a cobiçada estatueta, Clive deixou claro o quanto a vitória tem a ver com a campanha feita em Hollywood. “Depende do potencial que o filme tem”, ressaltou.

* A repórter viaja com a bolsa de jornalismo cultural oferecida pela Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano.

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