Prestes a lançar novo filme, Terry Gilliam confessa que nasceu otimista

"Tento encontrar algum sentido no mundo em que vivemos, até mesmo neste planeta em que o lado corporativo domina tudo" alega o cineasta

por Estado de Minas 03/10/2013 08:16

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 GABRIEL BOUYS/AFP
(foto: GABRIEL BOUYS/AFP)
Se existe alguém com a resposta sobre a existência, esse alguém é o diretor Terry Gilliam. Ele não só dirigiu e escreveu 'O sentido da vida' (1983), clássico da trupe cômica Monty Python, como trata do assunto em seu novo longa, 'The zero theorem', um dos destaques do Festival do Rio depois de competir em Veneza. O filme será exibido hoje, às 14h e às 19h, no Cine Roxy 3, no Rio. O longa traz Christoph Waltz, recém-saído da vitória no Oscar de melhor ator coadjuvante por 'Django livre', no papel de Qohen Leth, um hacker que espera um telefonema salvador com a resposta sobre a existência. Enquanto o tal sinal não aparece, Qohen evita sair pela Terra futurista e dominada por corporações criada por Gilliam e pelo escritor Pat Rushin.


"Sou um humorista por natureza. Tento encontrar algum sentido no mundo em que vivemos, até mesmo neste planeta em que o lado corporativo domina tudo", diz Gilliam, um bonachão que sempre termina suas respostas com uma risada. O estilo alegre do cineasta contamina o filme, repleto de críticas divertidas, como a proliferação de igrejas estranhas, como a do Design Inteligente. Em uma das mais divertidas, Bryan Craston, da série 'Breaking bad', aparece como Batman, o Redentor, líder de um culto. "Por que você não acreditaria no Batman? Ele pode te salvar. E as pessoas parecem que colocam muita fé nos heróis da Marvel hoje em dia, não é?", alfineta. "Nasci otimista, mas tudo me irrita. Adoro criticar os outros e me sinto melhor ao colocar as pessoas ao meu redor para baixo", diverte-se o ex-Monty Python.



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