Sala Humberto Mauro promove mostra de cinema português

De amanhã a quinta-feira serão exibidos 14 longas e curtas que representam a produção portuguesa contemporânea

por Carolina Braga 14/09/2013 00:13

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Refinaria Filmes/Divulgação
O documentário 'A nossa forma de vida' registra da vida das avós do próprio diretor do filme, Pedro Filipe Marques (foto: Refinaria Filmes/Divulgação)
Quem pensa que o cinema português se resume à filmografia do centenário Manuel de Oliveira terá de amanhã até a próxima quinta-feira uma boa chance de ampliar seus horizontes. Está em cartaz no Cine Humberto Mauro uma mostra dedicada à produção contemporânea de Portugal. Idealizado pelo cineasta português José Barahona em parceria com a brasileira Carolina Dias, o festival trará a Belo Horizonte 14 longas-metragens e cinco curtas produzidos na última década. Todos com entrada franca.

“Sempre vimos uma lacuna no conhecimento que os brasileiros têm do cinema português”, observa Carolina, acrescentando que a Mostra do Cinema Português Contemporâneo nasceu no ano passado com a vocação para ser um espaço anual dedicado ao que tem sido feito além-mar. Uma força e tanto para mudar a concepção que os brasileiros têm. Em 2013, a seleção passou por Recife, Rio de Janeiro e São Paulo antes da temporada mineira.

No conjunto de filmes que será exibido aqui, segundo Carolina Dias, será possível perceber o quão autoral tem andado a safra deles. “O cinema português está bem livre de concessões estéticas, nos temas abordados e também na linguagem”, destaca. Para ela, em geral, são obras densas, algumas um pouco mais lentas, mas sempre com uma procura estética peculiar.

“São um pouco difíceis? Não diria isso. É que eles solicitam o espectador a participar, acompanhar e questionar. Demandam de quem assiste. É essa a riqueza”, constata a curadora. Nossa forma de vida, o documentário da abertura, por exemplo, nos apresenta a um fragmento das vidas de Armando e Maria Fernanda, os avós do realizador, Pedro Filipe Marques.

Já Branca de Neve, longa-metragem de João César Monteiro, que será exibido na sequência, provocou polêmicas em Portugal: a obra praticamente não tem imagens. Para fechar o programa do primeiro dia, A cara que mereces, de Miguel Gomes, é uma ficcção científica.


FIQUE LIGADO

» DOMINGO
• 16h – A nossa forma de vida (2011), de Pedro Filipe Marques
• 18h – Branca de Neve (2000), de João César Monteiro
• 20h – A cara que mereces (2004), de Miguel Gomes

» SEGUNDA

• 17h – Alice (2005), de Marco Martins
• 19h – A piscina (2004), Iana Ferreira e João Viana, e Palácios de pena (2001), de Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt
• 21h – A vingança de uma mulher (2011), de Rita Azevedo Gomes

» TERÇA
• 17h – Curtas: Directo (2010), de Luís Alvarães e Luís Mário Lopes; Kali, o pequeno vampiro (2012), de Regina Pessoa; O Nome e o N.I.M. (2003), de Inês Oliveira; Os olhos do Farol (2010), de Pedro Sarazina; Rafa (2012), de João Salaviza
• 19h – A arca do Éden (2011), de Marcelo Félix
• 21h – Filme do desassossego (2010), de João Botelho

» QUARTA
• 17h – Hope (2010), de Pedro Sena Nunes, e Angst (2010), de Graça Castanheira
• 19h – É na Terra não é na Lua (2011), de Gonçalo Tocha

» QUINTA
• 17h – Belarmino (1964), de Fernando Lopes
• 19h – O barão (2011), de Edgar Pêra
• 21h – O fantasma (2000), de João Pedro Rodrigues

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE CINEMA