Justiça se nega a divulgar informações sobre operação Bin Laden

Dados fornecidos pela CIA aos produtores do filme 'A hora mais escura' permanecerão em sigilo

por AFP - Agence France-Presse 05/09/2013 14:03

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Kevin Winter/AFP Photo
A cineasta Kathryn Bigelow de 'A hora mais escura' (foto: Kevin Winter/AFP Photo )
A justiça dos Estados Unidos se negou a divulgar as informações que a CIA forneceu aos produtores do filme 'A hora mais escura' para que pudessem contar a história da captura e morte do terrorista mais procurado do mundo, Osama Bin Laden, informaram fontes judiciais. O juiz federal Rudolph Contreras rejeitou o pedido da organização não-governamental Judicial Watch, que reinvindicava a publicação dos nomes das pessoas-chave da operação contra Osama bin Laden, que a CIA e o Pentágono repassaram aos criadores do longa-metragem. O magistrado argumenta que, embora os nomes dos quatro altos funcionários da CIA e do membro do comando tenham sido passados à diretora Kathryn Bigelow e ao cenógrafo Mark Boal durante as filmagens, eles não aparecem nos créditos do filme e, portanto, "não são de domínio público". Em sua argumentação, o Departamento de Justiça destacou que essa publicação poderia causar "um risco desnecessário à segurança e à contra-inteligência." A Judicial Watch anunciou que iria recorrer da decisão. Em um comunicado, afirmou que havia fornecido documentos que comprovavam que "a administração Obama permitiu um acesso pouco habitual a informações secretas, incluindo os nomes dos agentes da CIA envolvidos na operação contra bin Laden." "O governo queria facilitar a produção do filme que retrata com precisão as pessoas envolvidas na busca a bin Laden", acrecenta o advogado da organização, Chris Fedeli. Em um caso semelhante, um dos acusados pelo atentado de 11 de setembro exigiu à justiça militar de Guantánamo acesso às mesmas informações concedidas a cineastas de Hollywood. Trata-se do paquistanês Ali Abd al-Aziz Ali, também conhecido como Ammar al-Baluchi, identificado no filme como o detento torturado em uma prisão secreta da CIA. "O fato de um juiz decidir que a CIA pode ocultar informações sobre o A hora mais escura não significa que o Ministério Público pode esconder as mesmas informações dos defensores da al-Baluchi", disse à AFP James Connell, advogado de defesa do juiz Contreras. "O pedido se justifica", argumenta o advogado em seu recurso. "Os Estados Unidos forneceram mais informações para os produtores de A hora mais escura em relação ao tratamento dispensado a al-Baluchi na prisão da CIA do que para a sua defesa", acrescenta.

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