Ativistas do Femen fazem topless em lançamento de documentário sobre o grupo

Militantes lançaram filme sobre a trajetória da organização feminista no Festival de Veneza

por Bossuet Alvim 04/09/2013 18:15

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AFP PHOTO / GABRIEL BOUYS
'Ukraine is not a brothel' ("A Ucrânia não é um bordel") conta a história do Femen em 78 minutos (foto: AFP PHOTO / GABRIEL BOUYS)
O Festival de Veneza recebeu nesta quarta-feira, 4, a primeira sessão do documentário 'Ukraine is not a brothel' ("A Ucrânia não é um bordel", em livre tradução). Dirigido pela australiana Kitty Green, o filme aborda a trajetória da organização feminista Femen, e conduz o espectador a uma visita de 78 minutos pelos bastidores dos protestos que atraem atenção do mundo tanto pela veemência do discuro anti-patriarcado quanto pela nudez de suas participantes.

 

Veja foto das integrantes do Femen em topless no Festival de Veneza

 

À entrada da sessão inaugural, seis integrantes do grupo repetiram o gesto de exibir os seios, uma particularidade que transformou as manifestações do Femen em assunto inclusive entre quem não compactua com os princípios defendidos por suas ativistas. Fundada em 2008 na Ucrânia, a organização realiza gestos de repúdio a líderes políticos e ações públicas consideradas de cunho machista, patriarcal ou que denigram a luta das mulheres por igualdade entre os gêneros. Entre seus atos constam a destruição de crucifixos e as já famosas aparições em topless.

 

Dias antes da estreia na mostra italiana, a direção do Femen anunciou que deixaria a Ucrãnia sob perseguição do poder público. depois que a polícia local encontrou uma arma e uma granada nos escritórios mantidos pelo grupo em Kiev. A sede principal da ONG é mantida em Paris, França.

 

O filme revela um detalhe curioso sobre a formação do grupo: a presença de um homem em sua fundação. Victor Svyatski. Uma das líderes do movimento, Inna Shevchenko, explicou à agência de notícias AFP que a participação do ex-membro é vista com maus olhos pela formação atual do Femen. "Ele nos ajudou a compreender o quanto homens podem ser sacanas", comentou Shevchenko.



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