'Branca de Neve' ganha versão muda em preto e branco nas mãos de diretor basco

Pablo Berger venceu o prêmio Goya com longa estrelado por Maribel Verdú como antagonista

por Agência Estado 05/07/2013 18:22

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Divulgação
(foto: Divulgação)
Contos de fadas voltaram e após a Branca de Neve de Kristen Stewart, com Charlize Theron como a madrasta, e a de Lily Collins, com Julia Roberts na pele da malvada, chega a espanhola de Macarena García, com Maribel Verdú como a rainha do mal. Há duas semanas, em visita a São Paulo, o diretor Pablo Berger observou que Maribel, uma estrela na Espanha, com mais de 100 filmes no currículo, nunca havia feito uma vilã. "Ela adorou", disse o diretor.

 

Veja fotos do filme

 

Pare de zoar a Espanha. Na última sexta, estreou o novo filme de Pedro Almodóvar, ruim demais, e até a seleção espanhola, favorita na Copa das Confederações, sofreu uma derrota acachapante para o Brasil. Eis que a 'Blancanieves' de Pablo Berger chega para repor no alto o pavilhão da Espanha. Até Almodóvar, em seu blog, saudou o filme como o melhor feito no país no ano passado. Mas só Berger sabe como foi difícil concretizar o projeto, que consumiu oito anos de sua vida.

Mas é provável que, para o público, 'Branca de Neve' seja visto como mais um nessa tendência de filmes mudos e em preto e branco - depois de 'O artista', do francês Michel Hazanavicius, que ganhou o Oscar no ano passado, e 'Tabu', do português Miguel Gomes, que estreou na semana passada. Exatamente há dez anos, em 2003, Berger virou a sensação do cinema espanhol com um filme que venceu os principais Goyas do ano - 'Torremolinos'. Berger havia arriscado, e vencido. Aos 30 anos, com um filme sobre o universo do pornô - cenas de sexo explícito de tudo -, ele fez sensação.

Berger podia tudo, ou assim pensou. Mas bastou ele anunciar o que queria fazer - uma Branca de Neve para adultos, ambientada no universo das touradas, em P&B e sem diálogos, para começar o tormento. Foram oito anos de luta. Ele nunca desistiu. "Sou basco, portanto, obstinado." Fez, e venceu de novo. 'Blancanieves' ganhou o Goya do ano.

Berger disse que não seria espanhol, muito menos basco, se não se interessasse por touradas. Ele transpõe sua fábula para o universo da tauromaquia. O pai de Blancanieves é o rei da arena, um grande toureiro. Sua mulher morreu ao dar à luz e ele se casou de novo. Um acidente com um touro bravio o deixa tetraplégico. A madrasta manda matar a enteada, mas ela sobrevive. Só que Carmem, a Branca de Neve, herdou o talento do pai e inicia em um cirquinho a trajetória que faz dela uma estrela - para desespero da madrasta.


Assista ao trailer de 'Branca de Neve', de Pablo Berger:

 

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