Sesc Palladium recebe o novo trabalho da cineasta Elza Cataldo

Sala exibe dois curtas de 25 minutos

por Thaís Pacheco 29/11/2011 09:39

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Evandro Rogers/Divulgação
Elza Cataldo promove a estreia hoje à noite de dois curtas (foto: Evandro Rogers/Divulgação )
 
Hoje, a sala de cinema do Sesc Palladium vai receber o mais novo trabalho da cineasta Elza Cataldo, Lunarium. São dois curtas-metragens de 25 minutos – Lunarium, retratos em azul e Lunarium, sonhos e utopias, que, mais uma vez, trazem ao cinema o feminino, característica mais forte da cineasta. “Tem esse viés da memória feminina por ser um tema que me atrai pela forma de realizar e pelo conceito estético”, justifica a diretora e roteirista.

Na forma de fazer, Elza garante sempre criar ambiente harmônico, de interações agradáveis e confortáveis, inclusive durante a produção. “Tento estabelecer relações que tenham esse lado mais feminino, no sentido de ser mais ameno e delicado. Acho que falta esse toque no mundo e acaba ajudando”, diz a cineasta. O conceito estético ela define como “a busca por uma certa delicadeza”, um olhar mais poético e lírico, que associa a uma questão do feminino.

Ficção e realidade Para ajudar nessa busca e servir como inspiração, Elza foi buscar na Lua o tema de suas novas criações. “As fases da Lua, além de associadas ao feminino, entram na questão de contar o tempo. Ela traz a marcação do tempo, e ele marcando a vida das personagens”, resume a diretora. “As fases me inspiraram no roteiro, para a gente ver como essas personagens foram vivendo vários momentos de suas trajetórias”, conclui.

Além do feminino, a memória é outra marca do trabalho de Elza Cataldo, que inclui filmes como o longa Vinho de rosas, o curta O crime da atriz e o documentário Santa visitação. Em Lunarium, as personagens mostradas são a poeta Henriqueta Lisboa, a escultora Jeanne Milde, e Sissi, uma mulher que luta contra a ditadura. 

Os títulos dos dois filmes (ambos com 26 minutos de duração) não foram escolhidos aleatoriamente. “É muito difícil fazer um filme, seja curta ou longa. Então, sempre procuro prestar alguma homenagem. Isso me ajuda a dar mais sentido ao esforço que estou empreendendo”, garante Elza Cataldo.

A estreia de hoje é oficial, depois de três anos de trabalho, da pesquisa e elaboração de projeto de lei até a captação de patrocínio e produção. A diretora faz questão de frisar que esses dois filmes marcam uma parceria muito importante entre sua produtora Persona Filmes e a Emvídeo. 
 
Lunarium, retratos em azul 
Curta de ficção que acompanha o processo de criação da poeta Henriqueta Lisboa (e sua correspondência com Mário de Andrade) e da escultora Jeanne Milde, duas artistas que marcaram de forma singular a história de Belo Horizonte. O filme procura resgatar a memória feminina por meio de duas personagens sensíveis e talentosas. 

Lunarium, sonhos e utopias
O documentário remete ao ano de 1968 e narra a trajetória de Sissi, uma mulher que se lançou em movimentos de resistência à ditadura brasileira e acreditou em experiências de transformações sociais. Trajetória reveladora de um tempo de sonhos e utopias que não pode ser esquecido. Memória feminina pautada pelas fases lunares. 
 
Lunarium
Lançamento dos filmes de Elza Cataldo, hoje, às 18h30, no Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420, Centro). Entrada franca. Informações: (31) 3214-5350. 



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