Escolas de Samba mostraram que mineiro também sabe desfilar na avenida do samba

Cerca de 20 mil foliões compareceram aos desfiles na Avenida Afonso Pena

por Lilian Monteiro 18/02/2015 08:16

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Marcos Vieira/EM/D.A Press
Ala da Canto da Alvorada, que homenageou a cidade de Pintangui (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Pode não ter a badalação, a estrutura ou ser espetacular como as apresentações do Rio de Janeiro ou esbanjar a riqueza de São Paulo. Mas o Carnaval de Belo Horizonte decidiu mesmo surpreender. As seis escolas da capital que desfilaram ontem na Avenida Afonso Pena, deram seu recado e mostraram que mineiro também sabe encantar na passarela do samba. Fizeram bonito como os blocos que arrastaram milhares de foliões. Cerca de 20 mil foliões foram prestigiar as escolas e quem deu boas vindas ao desfile foi o grupo litúrgico-religioso Afoxé Bandarerê, com a missão de promover a comunidade afro cultural e a integração da alegria dos terreiros.

O presidente do Afoxé, Márcio Eustáquio disse que desde o fim dos anos 1970 o grupo de afoxé estava ausente da avenida. “Retomamos. É tradição no Brasil inteiro o afoxé abrir os desfiles das escolas. É Exu, orixá da rua, abrir os caminhos para todo mundo se divertir em paz”.

Com os olhos voltados para a disputa, os prêmios são de R$ 50 mil para o primeiro lugar, R$ 25 mil para o segundo e R$ 12,5 mil para o terceiro, as escolas foram julgadas pela performance da bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e desempenho do mestre-sala e da porta-bandeira. A primeira e entrar na avenida foi a Canto da Alvorada com 750 integrantes em 12 alas, três carros alegóricos e três tripés.

Com o samba-enredo “País do Pitangui”, de Ricardo Barrão, a escola homenageou a cidade do centro-oeste mineiro. Com bateria afinada e de arrepiar, a escola fundada na sede do Clube Atlético Mineiro, mostrou que quem canta na alvorada é o galo. “Segura coração aguenta aí”, celebrava o samba que sacudiu a arquibancada.

As baianas, com fantasia de Nossa Senhora do Pilar, se destacaram pela riqueza em azul e ouro. Norma de Fátima, de 61 anos, estava emocionada depois dos rodopios. “Sou baiana há seis anos, é maravilhoso”. Já Maria Eduarda, de 6 anos, na ala das crianças, estava feliz da vida como boneca de pano. “Foi meu primeiro desfile e acho que sambei direitinho”.

A segunda escola a se apresentar foi a Força Real. A proposta foi um passeio por Minas Gerais homenageando Sinhá Olympia, folclórica personagem de Ouro Preto. A escola fez um desfile de garra das comunidades dos bairros Dom Bosco e Ipanema. Eles ficaram sem ônibus, o pneu do carro abre-alas furou à tarde, mas a escola chegou inteira na avenida e saiu orgulhosa do seu carnaval. O prefeito Marcio Lacerda (PSD), que acompanhou os desfiles, avaliou de forma positiva o carnaval: “É importante para a população que gosta e participa. Nossa tarefa é estimular, organizar, dar infraestrutura e segurança. É uma festa da cidade. Já pensamos em 2016”, afirmou.

 

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