Foliões que vieram de fora para o carnaval deixam a cidade com o desejo de voltar

Clima foi de surpresa para o público que visitou a capital durante os dias de folia

por Francelle Marzano , Gustavo Werneck Jefferson da Fonseca Coutinho 18/02/2015 07:59

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Euler Júnior/EM/D.A Press
Após curtir a festa no Rio e na Bahia, a valadarense Marianna França (C) disse preferir a festa na capital mineira (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press)
Daqui, dali, de lá... Veio gente de todo lugar brincar carnaval em Belo Horizonte. Teve quem trocou o Rio de Janeiro e São Paulo para vir pular na festa de Momo da capital mineira. Teve quem desembarcou vindo de outros países e também do interior do estado. Em comum a decisão tomada: “Vamos voltar no ano que vem”. Com blocos variados em todas as regiões da cidade, indo do Baianas Ozadas, que arrastou 100 mil foliões, aos bloquinhos de bairro, com pouco mais de algumas centenas de participantes, BH agradou aos turistas por oferecer preços em conta, folia aberta ao público (sem necessidade da compra de abadás), blocos animados e por ser receptiva.

Para o ano que vem eles pedem mais banheiros no circuito dos blocos, policiamento e transporte público mais eficaz. Entre as impressões, a que melhor define a visão dos turistas é a surpresa. Vestidos de anjo e capetinha, o casal Ícaro Sili e Laila Starling, que veio de Vitória, Espírito Santo, disse estar surpreso com o carnaval de BH. “Não sabíamos que seria desse jeito. Viemos porque era a opção mais barata e podíamos ficar na casa de parentes e estamos felizes”, afirmou Laila. Para o casal que veio de Viçosa, Gustavo Nascimento e Flávia Barbosa, a folia foi perfeita. Eles ficaram hospedados na casa de amigos e não gastaram nem R$ 500 para curtir todos os dias, saindo de casa de manhã e voltando à noite.

Edna Lima e o marido Edivaldo Silva, de São Paulo, conheceram BH na folia de 2014. Gostaram e voltaram este ano. “Não gostamos de confusão, mas achamos uma muvuca muito boa, aqui, em Belo Horizonte. Decidimos voltar e encontramos um carnaval ainda melhor”, conta Edna. As uruguaias Natalia Quintana, de 33 anos, restauradora, e Lucía Lerena, de 31, professora de literatura, estão no Brasil há três meses e, desde o início, procuravam um lugar “tranquilo” para passar o feriado. “A festa na praça (de Santa Tereza) é bem familiar, não tem clima de violência. Fiquei impressionada ao ver desde criancinhas fantasiadas até pessoas mais velhas, dançando e cantando”, disse a restauradora.

E teve mais gente que cruzou as fronteiras para estar aqui. “Ouvia dizer sobre o carnaval daqui e uma amiga me convidou. É realmente incrível, conhecia o do Rio de Janeiro e da Bahia, mas prefiro o daqui”, disse a peruana Marissa Bonilla. “Troquei o carnaval do Rio de Janeiro pelo daqui. BH tem uma energia diferente, a cidade vive o festejo de antigamente, tem bloco de rua de verdade. Foi maravilhoso”, diz a carioca Fernana Elisa. Já James Rees, do País de Gales, veio no ano passado e voltou. “Esta festa de BH é maravilhosa, há receptividade, as pessoas são amigas. É tudo muito bom”.

Euler Júnior/EM/D.A Press
Vindas do Uruguai, Natalia Quintana e Lucía Lerena se encantaram com o clima tranquilo de Santa Tereza (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press)

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