Banda Mole completa 40 anos e abre o carnaval de BH

Fantasiados, foliões ignoraram o mau tempo e levaram irreverência para a Afonso Pena. Cerca de 10 mil pessoas festejaram na avenida

por Luciane Evans 08/02/2015 06:00

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Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press
Camila e Ana Luiza não dispensaram a selfie. Além do desfile, foliões assistiram a apresentações como a do concurso de marchinhas (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press )

A quarentona Banda Mole abriu o carnaval de Belo Horizonte como manda a tradição e não se deixou abalar pelo tempo frio e a chuva da tarde de ontem. Com sua irreverência típica e completando 40 anos de história na capital, o desfile na Avenida Afonso Pena, no Centro, atraiu foliões fantasiados, idosos e crianças, misturando tradição e modernidade entre as suas atrações. Além do samba, a música eletrônica também esquentou a festa. No início da noite, cerca de 10 mil pessoas festejavam na avenida, público menor do que era esperado pela organizadores do evento.

Nem por isso a folia deixou a desejar, principalmente para quem viajou muitos quilômetros para poder aproveitar cada minuto da festa. É o caso de Marise Margarida, que saiu de Salvador para sambar em BH. “É a segunda vez que venho para o carnaval de Belo Horizonte. Gosto muito da energia que tem a Banda Mole, principalmente quando o Bororó faz seu cortejo”, conta, dizendo que, com menos gente, o desfile fica melhor. Para as primas Camila Liberato, de 19, e Ana Luíza Liberato, de 17, a animação na Afonso Pena foi uma prévia e uma certeza de que a folia na capital mineira promete. “Sempre viajei e nunca passei o carnaval aqui. Ia para a Bahia. Mudei de planos este ano. E não vou me arrepender”, comentou Camila, satisfeita com as músicas carnavalescas que tocavam na avenida.

Pelo segundo ano consecutivo, o Baianas Ozadas deu ritmo e alegria para a Banda Mole. Sempre desfilando nas segundas-feiras de carnaval pela Praça da Liberdade, o bloco saiu ontem por volta das 18h pela Avenida Afonso Pena e esquentou ainda mais os foliões. Além deles, a irreverência também foi garantida com a pré-seleção do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas. O tradicional Charanga do Bororó também fez bonito com o cortejo, encantando o público. Mesmo assim, surgiram críticas: “Tudo isso aqui já foi melhor. O carnaval da Banda Mole está ficando mais fraco, porque estão misturando muitos estilos. Isso não é bom”, comentou um dos fundadores da Banda Mole e cantor do Bororó, Alcides de Paula.

Trios elétricos animados por Orquestra Mineira de Brega, Anderson Noise e DJs convidados também deram ritmo à festa. “Pode ter o que for, mas a Banda Mole é tradição e, desde sempre, participo. É tudo muito bom e organizado”, garantiu Luiz Otávio, que ontem se vestiu de “Globeleza”.

INTERDIÇÃO Sem tanta gente como nos outros anos, o desfile da Banda Mole só começou por volta das 15h. O atraso ocorreu porque, pela manhã, o Corpo de Bombeiros interditou o evento, alegando falta de itens de segurança, como ambulâncias, extintores, placas de sinalização de emergência e brigadistas. “Com a quantidade de blocos hoje (ontem), a empresa que faria a entrega desses itens atrasou”, justificou Kuru Lima, organizador da Banda Mole. A interdição durou algumas horas. “É um evento relativamente difícil para se fazer, porque tem que ser montado de madrugada e durante o dia, ainda com a Afonso Pena aberta para o trânsito”, comentou Kuru.

Até as 18h, a Polícia Militar não havia registrado ocorrências no evento. Para a cobertura do evento foram mobilizados 120 militares do Batalhão de Choque e 150 do 1º Batalhão da Polícia Militar. De acordo com o major Eugênio Valadares, subcomandante do 1º Batalhão, a festa de ontem contou com policiais à paisana. “Foi feito um estudo sobre os anos anteriores e mapeamos onde há mais ocorrência e em quais os pontos elas ocorrem. O maior número de registros é de furto de celular e, hoje (ontem), estamos atentos a tudo isso.”

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