Praça da Savassi recebe um dos maiores públicos da folia em Belo Horizonte

Cerca de 15 mil pessoas foram embaladas pelo "rock"do bloco da Alcova Libertina

por Juliana Ferreira Carolina Cotta 03/03/2014 09:27

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Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Com uma pegada carnavalizada do repertório de grupos como Rolling Stones e Beatles, o show atraiu uma multidão à Savassi na noite de ontem (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
As ordens da maestrina de rastafári fizeram o batuque começar. Ao som de I can’t get no (Satisfaction), do grupo de rock Rolling Stones, o bloco da Alcova Libertina, uma das principais atrações do domingo de carnaval na Praça da Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, mostrou que um dia inteiro de festa não era suficiente para saciar os foliões. A apresentação, regada ainda a canções dos Beatles e Bob Dylan numa pegada carnavalizada, foi um festival de fantasias: no palco, presidiário, príncipe, vampiro, anjo, pirata e outros músicos com adereços animaram a multidão de cerca de 15 mil pessoas que encheu mais uma vez a praça. Depois que os blocos da Região Centro-Sul se dispersaram no fim da tarde, os foliões seguiram para o ponto de encontro entre as avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas.

A plateia não perdia para quem estava no tablado. Enquanto muitos recarregavam as energias em bares nos quarteirões próximos, mascarados davam um show de criatividade. Coloridas, brilhantes e de diversos formatos, as máscaras foram um destaque à parte no terceiro dia da festa de Momo. Desde venezianas às mais populares. Esse espírito contagiou Gregório Souza, de 27 anos, que incorporou um personagem idolatrado na infância: o super-herói Batman. Mas ele não podia sair pelas ruas da cidade sem seu escudeiro fiel, Robin. O designer Samuel Profeta, de 30 anos, entrou na brincadeira do namorado. “Ele sempre gostou do Batman. Fizemos sucesso. Pessoas param a gente e dizem que o que todo mundo desconfiava foi assumido, que eles são um casal. O mistério acabou”, brincava Profeta, que mora em São Paulo, mas escolheu BH como sua nova casa carnavalesca. “Todo mundo estava falando que aqui está muito bom. A propaganda foi tanta, que decidi vir conferir”, conta.

Pensando em chamar a atenção para o renascimento da folia belo-horizontina, o corretor de imóveis William Avelino, de 29 anos, apareceu de fralda e chupeta. A ideia era mostrar que a promoção na capital mineira está engatinhando para o sucesso. “O carnaval não existia mais aqui. Me vesti assim para motivar o pessoal a vir para cá”, diz. O incentivo foi suficiente para que o amigo Leandro Silva Souza, de 26 anos, aderisse à fantasia e levasse a filha, de 1 ano e meio, para a festa. “Está muito tranquilo, sem bagunça, sem briga. Dá para trazer a família”, contou ao lado da esposa. Nesse clima de confraternização coletiva, 20 amigos geógrafos se uniram no Bloco do Amor pelo segundo ano consecutivo. O criador, Rafael Goulart, de 22 anos, saiu pelas ruas da Savassi balançando uma placa em meio à aglomeração e distribuindo gentileza: “O grupo está aí para propor mais amor às pessoas, mais união”.

 

EU FOLIÃO

 
Se, para muitos, ninguém é de ninguém no Carnaval, para outros, a folia pode ser uma espécie de virada de página. A personal trainer Samantha Lopes Nogueira, de 26 anos, revela ter feito uma insinuação mais do que indiscreta ao namorado: por que não aproveitar a festa em Belo Horizonte como uma despedida de solteiro? O engenheiro Breno Bruekers Deschamp, 27, comprou a ideia. Ela foi de noiva à Praça da Savassi e ele, para não perder a brincadeira, fantasiou-se de “go go boy”. “Eu quero casar, é uma indireta mesmo”, riu a jovem, que há um ano namora o escolhido para subir ao altar.

 

Paulo Filgueiras/Em/D.A Press
Samantha Lopes Nogueira, de 26 anos, personal trainer (foto: Paulo Filgueiras/Em/D.A Press)
 

 

 

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