Mineiro de Uberlândia, Gilberto Araújo Faria Júnior, o Rato, disputa a final mundial do campeonato de b-boys

Evento acontece no Amapá, no dia 29 de julho

por Márcia Maria Cruz 16/07/2017 20:03

O uberlandense Gilberto Araújo Faria Júnior, de 21 anos, conhecido como Rato, representa Minas Gerais na final brasileira do campeonato de b-boys homem a homem no mundo (Red Bull BC One), que será realizado no dia 29, no Amapá.

Fábio Piva/Red Bull Content Pool/Divulgação
Rato se apresenta nas provas seletivas do Red Bull BC One: movimentos exigem muito do corpo (foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool/Divulgação)
 

Na edição de 2015, o dançarino chegou até as quartas de final e agora sonha com o primeiro lugar. Confiante para essa edição, Rato estuda os movimentos dos b-boys com quem disputará. “É um evento muito bom, que valoriza bastante os b-boys. Estou há dois anos focado nisso, me preparando. A minha meta é chegar na final mundial”, afirma o jovem. A final mundial acontece na Holanda em novembro.

O break é um dos elementos do hip-hop, que, além da dança engloba o rap e o grafite. Aos cantores é dado o nome de MC (mestres de cerimonia). Os dançarinos são chamados de b-boys. Os campeonatos são batalhas em que os b-boys disputam quem apresenta os movimentos mais desafiadores. Por isso, buscam referência na capoeira, na ginástica e até na salsa para surpreender com os passos. Não é a primeira vez que as danças urbanas dão fama à Uberlândia. A atuação da Companhia de Dança Balé de Rua levou o nome da cidade para todo o Brasil e exterior – em 2015 se apresentaram em Londres.

Para dominar os passos acrobáticos do break, que exigem muita técnica e força, Rato treina cinco vezes por semana, mais de três horas por dia. “Entre as danças urbanas, o break exige muito do corpo. Usamos a cabeça, os pés, os dedos, enfim mexemos todas as partes do corpo. O nome break vem dessa ideia de que os movimentos ‘quebram’ os ossos”, define que se dedica a dança há oito anos. O contato com o break ocorreu numa igreja de Uberlândia em 2009. “Quando cheguei, vi uma roda de b-boys. Foi amor a primeira vista”, conta sobre o encontro com os parceiros do grupo Evolution Kings. Desde então, começou a participar das batalhas.

Como integrante do grupo, ele consegue se dedicar à dança graças aos trabalhos paralelos. Rato produz eventos, participa de duelos e também dá aulas para garotos que, como ele, têm o sonho de serem b-boys famosos. Além de dançar e ensinar break, Rato se dedica à pintura de grafites em muros de Uberlândia. “Não sou artista, mas o grafite, que também faz parte da cultura do hip-hop, é algo que tem muita importância hoje para mim. É meu principal hobby, depois do break, que virou trabalho também.”

O Red Bull BC One é uma das mais importantes competições da cena b-boying mundial. Tornou-se palco de revelação de dançarinos, como Pelezinho, que disputou quatro edições do mundial, e Neguin, único latino-americano a conquistar o cinturão de campeão. A cada ano, milhares de b-boys competem nas finais nacionais e os vencedores vão para a final mundial, em que 16 disputam o campeonato. Criada em 2004, na Suíça, a competição ocorre na Alemanha, Brasil, África do Sul, França, EUA, Japão e Rússia.

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