MID traz à capital mineira propostas de dança contemporânea experimentadas na Europa

Evento começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil. A programação inclui dança-teatro, street, experimentação e a desconstrução de práticas tradicionais

por Walter Sebastião 29/09/2016 09:30

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Sem Brundu/divulgação
(foto: Sem Brundu/divulgação )
Os diversos caminhos da dança contemporânea poderão ser conferidos no Movimento Internacional de Dança (MID), que começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade. “Será visto no palco um recorte da produção de ponta europeia nos últimos dois anos”, conta Sérgio Bacelar, criador e coordenador do evento, que estreia nacionalmente na capital mineira e depois segue para o Distrito Federal.

A programação inclui dança-teatro, street, experimentação e a desconstrução de práticas tradicionais. Como a proposta é também dialogar com grupos locais, em cada cidade, fazem parte do programa os mineiros Rui Moreira e o coletivo de hip-hop Família de Rua. A curadoria internacional é assinada pela francesa Anita Mathie e a nacional por Sérgio Maggio, Yara de Cunto e Giselle Rodrigues.

Bacelar diz que um exemplo dessa aposta na pluralidade estética é o convívio da batalha de bailarinos de hip-hop e ligados ao skate com Your ghost is not enough, do grupo francês Kubilai Khan Investigation, espetáculo que poderá ser visto hoje e amanhã. A coreografia de Frank Micheletti, com música ao vivo, inspira-se em poema cujo tema é o corpo e a escuridão.

CRIANÇAS No fim de semana, será a vez de Bang, coreografia de Herman Diephuis dedicada ao público infantil, que usa a ironia para abordar o medo. “Não vejo outro caminho para a formação de público que não seja o trabalho com os mais jovens, com as escolas. Nós, da dança, precisamos ter um olhar especial para eles”, defende Bacelar.

“A mostra revela o diálogo entre diferentes referências e inspirações. A dança contemporânea é universo muito aberto”, observa o curador. Pela primeira vez, o MID incorpora grupos de outros países. É resultado da transformação do evento criado no Distrito Federal, em 2009, que se chamava Movimento D.

Sérgio Bacelar explica que o objetivo é cruzar os diversos segmentos de público e da dança. “Se queremos ocupar mais espaço, é fundamental a união de todos”, defende, lembrando que a agenda de dança é mais restrita na programação cultural, comparada ao teatro e à música.

“Sinto que o setor precisa de outras referências e inspirações, de mais contato com outros pensamentos criativos”, acrescenta Bacelar, observando que a maior circulação pelo Brasil de grupos das diversas regiões pode colaborar nesse sentido. “A nossa proposta é de troca de conhecimentos”, conclui.

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