Dona Izabel, mestra do barro, ganha homenagem dos Correios

Cinco imagens de trabalhos dela, fotografados por Vilmar Oliveira, estampam a série de selos

por Walter Sebastião 20/09/2016 09:51

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Criadora das famosas bonecas de cerâmica do Vale do Jequitinhonha, dona Izabel Mendes da Cunha (1924-2014) se torna, definitivamente, ícone do artesanato brasileiro.

(Beto Novaes/EM/D.A Press - 8/4/11)
A mineira Izabel Mendes deslumbra o mundo com suas bonecas, que viraram selo (foto: (Beto Novaes/EM/D.A Press - 8/4/11) )
 

Cinco imagens de trabalhos dela, fotografados por Vilmar Oliveira, estampam a série de selos que os Correios lançam hoje, às 10h, no Centro de Artesanato Mineiro do Palácio das Artes.

A tiragem terá 400 mil exemplares (R$ 1,70/unidade). Os selos poderão ser comprados no site da empresa. Vilmar Oliveira explica que a iniciativa partiu do Instituto Sociocultural do Jequitinhonha (Valemais), por meio de edital aberto pelos Correios para homenagear personalidades brasileiras.

 (Correios/divulgação)
Os selos especiais lançados pelos Correios (foto: (Correios/divulgação))
 

De 38 fotos enviadas, cinco foram impressas pela Casa da Moeda. Dona Izabel é a segunda ceramista do Vale a ter obra estampada em selo. Há alguns anos, peça de Noemisa integrou uma série dedicada a artistas.

“É homenagem a um símbolo dos artesãos do Jequitinhonha. Se hoje bonecas e outros personagens são produzidos na região, isso se deve aos ensinamentos de dona Izabel Mendes”, explica Vilmar Oliveira, para quem o trabalho da mineira extrapola os contextos regional e nacional.

 

Em 2004, a escultura A mãe amamentando o filho venceu o Prêmio Unesco de Artesanato para a América Latina e Caribe, escolhida entre 90 obras de 16 países. Em 2005, a artista recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

“As obras de dona Isabel têm o sotaque do Jequitinhonha”, afirma Vilmar, observando que as figuras se parecem com pessoas da família dela. “São bonecas com olhar forte e muito verdadeiro, deixando a sensação de estar conversando com você, o que comove”, acrescenta. Para o  fotógrafo, o selo é um reconhecimento ao trabalhador rural e ao fazer cultural daquela região mineira.

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