Ballet Jovem renasce e apresenta duos e solos no Teatro da Assembleia de Minas

Depois de ser desligado da Fundação Clóvis Salgado, grupo segue de forma independente. Apresentação ocorre hoje, ao meio-dia, como parte do programa Zás, da Assembleia de Minas

por Ana Clara Brant 15/09/2016 20:03

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Lena Maia/divulgação
Lena Maia/divulgação (foto: Lena Maia/divulgação )
 

 

Como uma fênix que renasce das cinzas, o Ballet Jovem de Minas Gerais (BJMG) está começando praticamente do zero. Desde seu conturbado desligamento da Fundação Clóvis Salgado, no ano passado, o grupo segue de forma independente, movido por seu amor pela dança.

''Não tem sido fácil. Não temos recursos e contamos com a ajuda de amigos. Apesar dos pesares, acredito muito no objetivo do projeto, que é a preparação técnica e até emocional dos jovens bailarinos para que, um dia, possam fazer parte de uma grande companhia de dança. A vontade e a paixão – não só minhas, mas dos próprios alunos – é que prevalecem'', ressalta a diretora artística e de ensaios do Ballet, Andréa Maia, há sete anos na instituição, que completa nove em 2016.

Quando saiu do Palácio das Artes, o Ballet Jovem deu continuidade às suas atividades com o apoio de Luiza de Marilac e ensaia atualmente no Núcleo Floresta. Além de Andréa, a assistente de direção Tiça Pinheiro e o produtor Thiago Oliveira trabalham duro para escrever essa nova página na história do grupo.

REESTREIA

Na última terça, o corpo artístico retornou aos palcos no Cine Theatro Brasil Vallourec, com trabalhos inéditos, e hoje, ao meio-dia, participa do Zás, programa cultural da Assembleia de Minas, apresentando duos e solos. O grupo vai executar quatro coreografias de dança contemporânea: Opus nº 1, coreografada por Vítor Rosa; Olhar oblíquo, de Davi Lopes; Nosce te ipsum, de Silas Henrique; e Tradicional, coreografia de Alessandro Pereira.

''Nossa apresentação no Cine Brasil foi um sucesso. Nossa essência não se perdeu. Quando eu perceber que a falta de verba e de apoio vai afetar a qualidade, serei a primeira a sair. Mas, graças a Deus, temos conseguido manter o nível lá no alto. Mas isso não significa que não precisamos de ajuda'', frisa Andréa.

 

Para ela, o grupo, que atualmente conta com 18 bailarinos e do qual já saíram profissionais para companhias como o Corpo e o Balé da Cidade de São Paulo, deveria ser uma questão de política pública para a formação. ''O que ele faz, que é investir e preparar o jovem dançarino, além de incentivar a formação de público, é algo que ninguém faz. O Ballet não é uma coisa que vai ficar para mim nem para ninguém. Ele vai continuar e será repassado para outros e outros'', afirma.

Ballet Jovem Minas Gerais apresenta duos e solos
Hoje, ao meio-dia, no Teatro da Assembleia de Minas (Rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Entrada: R$ 1. Classificação livre. Informações: (31) 2108-7826.

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