Feira reúne 81 expositores na Escola de Arquitetura da UFMG

Evento, que é realizado na segunda sexta-feira de cada mês, reúne artesãos veteranos, estudantes, cozinheiros e poeta

por Redação EM Cultura 09/09/2016 10:00

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 Emanuelle Souza/divulgação
(foto: Emanuelle Souza/divulgação)
A assistente administrativa aposentada Madalena Alves, de 58 anos, trabalha com artesanato desde 2012. As primeiras tentativas foram as bolsas. “Uau!”, exclamou uma de suas amigas ao se deparar com o produto. Daí surgiu o nome da marca de Madalena, que vende chaveiros (a partir de R$ 5), panos de prato (a partir de R$ 10), forros de mesa (R$ 22 o metro) e, claro, bolsas (a partir de R$ 12).

 

Produtos da Uau Criações fazem parte da Feira de Tudo, que será realizada hoje na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para Madalena, esse evento tem um diferencial em relação aos outros onde já expôs: “A democracia”.

 

A praça da Escola de Arquitetura recebe feirinhas ocasionais há muito tempo. Em 2015, estudantes decidiram organizar um evento regular. Assim nasceu a Feira de Tudo, que funciona na segunda sexta-feira de cada mês, a partir das 9h. A ideia é vender de tudo um pouco.

 

Thiago Flores, de 24, está concluindo o curso de arquitetura. Alguns meses antes de criar o evento com os colegas, ele comercializava, na praça da escola, roupas garimpadas em lojinhas da cidade e em armários dos amigos. Hoje, seu empreendimento tem nome: Camaleoa Brechó. A proposta é privilegiar os melhores tecidos e estampas. “Evitamos grandes marcas, que têm um esquema com o qual a gente não concorda. Aqui, é mais manufatura”, explica.

 

Thiago conta que a Feira de Tudo é democrática. Mensalmente, há reuniões abertas para discutir o tema da decoração da próxima edição, ajustes necessários ao evento e outros detalhes. Durante os encontros, são abertas as inscrições – no máximo, para 81 feirantes (por ordem de inscrição), devido ao tamanho da praça. Cada um paga R$ 10, investidos em divulgação e decoração.

 

Thiago acredita no benefício que o evento, ao ocupar o espaço público, traz para a região da Savassi. “É muito difícil criar relação de vizinhança. A nossa feira tem esse potencial”, observa.

 

Dispostos em mesas e cadeiras emprestadas pela Escola de Arquitetura, há artesãos veteranos, cozinheiros, poetas e jovens universitários. Um deles é Lucas Mourão, de 24, o nome por trás da Jaca Verde Comidas Panc. O nome Panc veio da sigla para Plantas Alimentícias Não Convencionais.

 

“Subjugadas, esquecidas no tempo”, explica Lucas, as Panc podem ser a jaca verde, o jatobá ou o cacau selvagem.

Trabalhando com alimentos recebidos de uma distribuidora e colhidos nas ruas da própria capital – repletas de cacau selvagem, segundo Lucas –, ele se dedica à cozinha vegana. Vende biscoitos de jatobá (R$ 5 o pacotinho), pão de ora-pro-nóbis (R$ 5), geleia de raiz de dália com lírio-do-brejo (de R$ 10 a R$ 12) e coxinha de jaca verde (R$ 5).

 

A feira também promove oficinas. Sem necessidade de inscrição, qualquer pessoa pode ter aulas de fuxico ou de dança do ventre. O palco é aberto a músicos e a DJs dispostos a se apresentar.

FEIRA DE TUDO

Praça da Escola de Arquitetura da UFMG. Rua Paraíba, 697, Funcionários. Nesta sexta, até as 19h. Entrada franca.



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