Bailarinos mineiros serão destaque na abertura da Paralimpíada

Cerimônia acontece na noite de quarta, dia 7, no Maracanã

por Helvécio Carlos 05/09/2016 09:05

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A apresentação que Renata Mara Fonseca, de 34 anos, e Oscar Frederico Benfica Martins, de 33, farão na abertura das Paralimpíadas não será a estreia da dupla no palco.

Renata já fez cursos experimentais no Grupo 1º Ato e trabalha com o Corpo Cidadão, ONG mantida pelo Grupo Corpo. Oscar tem, entre outros trabalhos, as peças Feliz ano novo de novo, em cartaz no teatro Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro, e, Imagens de um cego, com estreia quinta-feira, no Teatro Café Pequeno, na capital fluminense.

Felipe Costa/Divulgação
Renata Mara Fonseca, de 34 anos, e Oscar Frederico Benfica Martins, de 33, prometem fazer bonito no Rio (foto: Felipe Costa/Divulgação)
 

Mas ambos, que voltam a se encontrar no palco montado no Maracanã, não escondem a emoção e a ansiedade. “Já estamos ensaiando há algum tempo, mas, na quarta-feira passada, quando chegamos ao estádio, foi dor de barriga, tremedeira nas pernas. Naquela hora a ficha caiu”, comenta Renata.

 

“Foi emoção muito grande. Para nós, é um momento de realização e muita responsabilidade em poder dar um recado ao mundo que o cego pode fazer tudo”, diz. Oscar, que é de Vespasiano, perdeu a visão aos 9 anos, em consequência de descolamento de retina. Com retinose pigmentar, Renata tem 15% de visão.


O convite para participar do número das Paralimpíadas foi feito primeiro a Renata, através de dois contatos. Glicélio, funcionário da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, disse a ela que estavam procurando por uma pessoa para participar da abertura dos Jogos Paralímpicos.

 

“Pensei: Ah! Ceguinha tadinha”. Mas quando encontrei a Cassi (Abranches, coreógrafa do Grupo Corpo e responsável pela direção de movimentos na cerimônia de abertura dos jogos) entendi onde eu estava.” O convite para Oscar veio de Renata, com quem já havia trabalhado em outros projetos.

 

Ambos toparam a participação, mas precisaram reorganizar a vida. “O convite chegou justamente no meu processo de seleção para doutorado em teatro na Universidade do Estado de Santa Catarina. Por um bom tempo, fiquei no vaivém entre Florianópolis e Belo Horizonte, onde fizemos boa parte dos ensaios”, recorda ela, que tem mestrado em artes na Escola de Belas-artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

Frmado em artes cênicas pela UFMG, Oscar brinca que ele escolheu o teatro, “mas a dança me escolheu”. Assim como Renata, o convite foi recebido em meio a dois projetos em andamento. “Enquanto podia, eu me dividia entre os ensaios das peças e a nossa coreografia. Mas, agora um substituto faz meu papel nos ensaios de Feliz ano novo de novo”.

 

O descanso ainda vai demorar para Oscar. Amanhã, ele estará no palco para a estreia de Imagens de um cego, cujo texto foi criado a partir de suas próprias experiências.

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