Inhotim comemora seus dez anos com homenagem a Tunga e show de Marisa Monte

Programação especial reúne homenagem, performances, concerto e shows de cantoras da MPB

por Walter Sebastião 02/08/2016 20:03

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Auremar de Castro/EM/D.A Press - 27/9/2004
Auremar de Castro/EM/D.A Press - 27/9/2004 (foto: Auremar de Castro/EM/D.A Press - 27/9/2004)

 

Com shows de Marisa Monte e Fernanda Takai, seminário internacional sobre arte-educação, concerto e, especialmente, homenagem ao artista plástico Tunga, que morreu em junho, o Instituto Inhotim vai comemorar seus 10 anos. A programação está marcada para acontecer de 1º a 11 de setembro, inclusive à noite.

Os primeiros passos para a construção do local foram dados pelo empresário mineiro Bernardo Paz, na década de 1990, a partir de conversas com os artistas Tunga e Cildo Meireles. Voltada para as diversas faces das atividades desenvolvidas em Inhotim, a celebração remete à história do parque ecológico dedicado à arte contemporânea, que fez do Brasil referência internacional.

Marta Mestre, diretora artística de Inhotim, considera significativo “e muito simbólico” unir os 10 anos do espaço à homenagem a Tunga. Como criador e interlocutor, o artista plástico cruzou toda a história de Inhotim, observa ela.

Assinada por Tunga, True rouge foi uma das primeiras obras recebidas pelo centro de arte de Brumadinho. “Ela já sinalizava o que Inhotim seria: a articulação entre arte, arquitetura e natureza a partir de grandes instalações, caminho que se consolidaria ao longo de uma década”, explica. Em 2012, foi aberta a galeria Psicoativa, com antológica reunião de obras de Tunga.

“Ele é artista maior da arte contemporânea – e não só do Brasil”, afirma Marta Mestre, lembrando que suas criações são respeitadas e admiradas em todo o mundo. “É um criador que provoca e altera paradigmas, que psicoativa nosso pensamento. Ele propõe, instaura mundos. Constrói infinitos para pensar a realidade”, acrescenta.

As criações de Tunga extrapolam parâmetros convencionais, inclusive de reflexão, observa Marta. Inhotim exibe um dos maiores e mais importantes conjuntos da obra desse artista, abrangendo os anos 1980 a 2000.

Diretor-executivo de Inhotim, Antônio Grassi lembra que não é fácil manter a exuberância do espaço. “Como todas as instituições culturais do mundo, o desafio é conseguir sustentabilidade”, pondera. A renda da bilheteria ajuda ao cobrir pouco mais de 20% da manutenção, mas não afasta a necessidade de buscar captação junto ao poder público e à iniciativa privada.

O instituto desenvolve projetos na área de negócios, como o que prevê um hotel na região, a ser inaugurado em 2017. A ideia é articular a criação de fontes de recursos e o aprimoramento da infraestrutura de Inhotim.

A criação de novas galerias será mantida, mas não no ritmo do período da implantação do museu, quando se chegou a abrir nove espaços em um ano, informa Grassi. “Ela continua porque, se por um lado significa mais despesas, por outro atrai mais visitantes”, observa. Há projeto, sem previsão de inauguração, de abir espaços dedicados às obras de Ernesto Neto, Olafur Eliasson e Anish Kapoor.

“Inhotim não é só museu e nem só jardim botânico. É isso e mais um estado de espírito”, brinca Grassi, lembrando que também faz parte do perfil do instituto desenvolver trabalhos sociais e educacionais na região.

PROGRAMAÇÃO

1º a 3 de setembro

Experiências em trânsito – 3º Seminário Internacional de Educação Inhotim. Participam: José Pacheco (Portugal), Mona Jas (Alemanha), Sepake Angiama (Inglaterra), Pablo Ares (Argentina), Lala Deheinzelin (Brasil), Genebaldo Freire Dias (Brasil), Louise Ganz (Brasil), Jefferson Sooma (Brasil), Natacha Costa (Brasil), Yara Castanheira (Brasil) e Paulo Nazareth (Brasil).

3, 8 e 9 de setembro
Homenagem a Tunga, na galeria Psicoativa. Leitura de textos do artista; coreografia de Lia Rodrigues a partir de True rouge (2007). Dia 8, às 11h, performance Vanguarda viperina (1985), com serpentes sedadas e trançadas. Supervisão de equipe de biólogos do Instituto Vital Brasil. Dia 9, às 15h, performance Make-up coincidence (2002). Ingressos: R$ 25/dia.

3 de setembro
Às 18h30, gravação do DVD Na medida do possível, de Fernanda Takai. Ingresso: R$ 60.

8 de setembro
Abertura da exposição Por aqui é tudo novo, com curadoria de Marta Mestre. Galerias Mata e Lago.

10 de setembro
Show de Marisa Monte. Ingresso: R$ 150 (inteira).

11 de setembro
Às 11h, concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Regência: Marcos Arakaki.

 

 

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