Fundação Clóvis Salgado quer redefinir aluguel de loja do Centro de Artesanato Mineiro, no Palácio das Artes

Associação dedicada à arte popular assegura não ter condições de bancar

por Walter Sebastião 12/07/2016 09:09

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O Centro de Artesanato Mineiro (Ceart), loja dedicada à arte popular que funciona no Palácio das Artes desde a criação do local, está ameaçada de fechar.


O problema, como explica Flávio Vignoli, presidente da associação Ceart, que representa os artesãos, é a falta de condições da entidade de pagar R$ 17.039 por mês, lance mínimo de leilão que será realizado na sexta-feira, para locação do espaço por um ano.

Até agora, explica, o que havia era termo de parceria entre as partes que previa o pagamento de luz, água e manutenção do espaço pela Associação Centro de Artesanato Mineiro.


Vignoli contou que conversou com Augusto Nunes, presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e ouviu dele a resposta de que o empréstimo do local é contrário aos interesses do estado.

Euler Junior/E.M./D.A Press
Loja é mantida pela Associação Centro de Artesanato Mineiro, que representa cerca de 500 artesãos (foto: Euler Junior/E.M./D.A Press)

“Se, pelo menos, fosse aberta negociação, poderíamos analisar alguma proposta, ainda que não em tão breve espaço de tempo”, conta Flávio Vignoli. “Trabalhamos de forma deficitária e administramos essa realidade com projetos desenvolvidos junto a alguns parceiros, já que não temos financiamento público direto”, conta.

Vignoli também lamentou que a associação não tenha sido comunicada da alteração. Ele ficou sabendo da mudança por meio de um artesão, que o procurou para saber o que estava ocorrendo. Considera que a situação caminha para a extinção do Ceart.


“O que é perda de referência de arte popular para Minas Gerais e o Brasil”, afirmou. A Associação Centro de Artesanato Mineiro é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que existe há 46 anos e, segundo Vignoli, representa aproximadamente 500 artesãos.

Ontem, porém, a Fundação Clóvis Salgado afastou a possibilidade de o Ceart ser extinto. Como explicou Kátia Carneiro, diretora de Planejamento, Gestão e Financas da FCS, a única utilização permitida do espaço, como está no edital, é com atividades dedicadas à arte popular e ao artesanato.


Com relação ao valor do lance mínimo previsto para o pregão, explicou que ele foi definido a partir de preço técnico de referência calculado com base no valor do aluguel do metro quadrado da região.

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