Virada Cultural de BH tem público de 580 mil pessoas em sua 4ª edição

Balanço final foi divulgado na noite de domingo

por Cristiane Silva 10/07/2016 14:12

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Ângela Faria/EM/DA Press
Rapper paulista Criolo emocionou o público no Palco Praça da Estação (foto: Ângela Faria/EM/DA Press)
A 4ª edição da Virada Cultural de BH reuniu cerca de 580 mil pessoas, segundo o Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte. Pela manhã, o Grupo Primeira Campanhia apresentou uma intervenção artística na Praça da Liberdade. A Tardinha no Ocidente percorre momentos históricos do Brasil.

Nesta tarde, o coletivo Toda Deseo realizou o Campeonato Interdrag de Gaymada, na Praça da Estação. No Palco Gramado, no Parque Municipal, o bloco Baianas Ozadas se apresentou em parceria com o Festival Sarará. As atrações mais esperadas da noite são Lenine, que se apresenta no Parque e a cantora Elza Soares, na Praça da Estação.


O rapper paulista Dexter abriu a maratona de shows no sábado na Praça da Estação, o No caminho para BH, ele postou foto nas redes sociais. Em seguida, foi a vez do público conferir no palco principal da Virada Cultural, o rapper Flávio Renegado. A afirmação do rapper mineiro  ("Nunca vão calar a voz do povo") é uma referência indireta à cláusula oito do contrato firmado entre a Prefeitura de Belo Horizonte e artistas contratados para se apresentar na Virada. A cláusula veta manifestações de cunho político por parte dos artistas, em obediência à legislação eleitoral, segundo a Prefeitura. Muitos artistas viram no gesto uma tentativa de censura. O tom político marcou várias apresentações na noite de sábado, com protestos tanto dos artistas no palco quanto do público.

Outro rapper que se apresentou na Praça da Estação foi o Criolo, com um dos maiores públicos da Virada Cultural de BH em 2016. Ele defendeu o amor e as boas energias contra o baixo-astral do Brasil. O público gritou Fora Temer.


Ainda no Centro, mas do outro lado da Avenida Afonso Pena, o Grande Teatro do Sesc Palladium recebeu o Teat(r) Oficina Uzyna Uzona, que encenou para dar um FIM NO JUÍZO de deus. A montagem, com elementos de escatologia e muita alegoria, levou ao palco e plateia do espaço uma peça de Antonin Artaud, escrita para o rádio na década de 1940.Nela, discute-se a verdade e a existência de Deus diante do juízo final. A procura pelo espetáculo foi grande.

A companhia, liderada por Zé Celso Martinez Corrêa, manteve o texto original, mas sugeriu uma visão completamente imersa na atualidade brasileira, repleta de críticas à classe política e às verdades absolutas que a sociedade brasileira julga ter.

No Parque Municipal, a atração principal foi Sandra de Sá. A cantora abriu a apresentação com Demônio colorido e levantou os fãs no início da madrugada de domingo. O cantor e compositor Chico César foi a atração principal do palco montado da Rua Guaicurus, outro ponto de referência importante na geografia da Virada. O paraibano esquentou a madrugada fria na zona boemia de BH.

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