Ocupação do Centro da cidade e protestos políticos marcam a 4ª Virada Cultural de BH

por Estado de Minas 10/07/2016 06:18

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O Centro da capital ganhou vida nas primeiras doze horas da 4ª edição da Virada Cultural de Belo Horizonte. A região recebeu atrações em torno de palcos de rua, praças, teatros,parques e centros culturais.

Confira aqui como foi a cobertura em tempo real das atraçõesd da Virada Cultural de BH 

 

O rapper paulista Dexter abriu o show na Praça da Estação, palco principal da Virada Cultural, com Oitavo Anjo. No caminho para BH, ele postou foto nas redes sociais.





Em seguida, foi a vez do público conferir o rapper Flávio Renegado também na Praça da Estação. A afirmação do rapper mineiro  ("Nunca vão calar a voz do povo") é uma referência indireta à chamada polêmica da cláusula oito do contrato firmado entre a Prefeitura de Belo Horizonte e artistas contratados para se apresetnar na Virada. A cláusula veta manifestações de cunho político por parte dos artistas, em obediência à legislação eleitoral, segundo a Prefeitura. Muitos artistas viram no gesto uma tentativa de censura.






Outro rapper que se apresentou na Praça da Estação foi Criolo. Ele defendeu o amor e as boas energias contra o baixo-astral do Brasil. O público gritou Fora Temer





O protesto contra o cenário político brasileiro ganhou força em vários espaços por onde se apresentaram as atrações da Virada








Ainda no Centro, o Grande Teatro do Sesc Palladium recebeu o Teat(r) Oficina Uzyna Uzona, que encenou para dar um FIM NO JUÍZO de deus. A montagem, com elementos de escatologia e muita alegoria, levou ao palco e plateia do espaço uma peça de Antonin Artaud, escrita para o rádio na década de 1940. Nela, discute-se a verdade e a existência de Deus diante do juízo final. A procura pelo espetáculo foi grande e houve filas na porta do teatro.



A companhia, liderada por Zé Celso Martinez Corrêa, manteve o texto original, mas sugeriu uma visão completamente imersa na atualidade brasileira, repleta de críticas à classe política e às verdades absolutas que a sociedade brasileira julga ter.





No Parque Municipal, a atração principal foi Sandra de Sá. A cantora subiu ao palco com dez minutos de atraso, abrindo a apresentação com Demônio colorido! "Canta muito", gritou um fã grudado à grade.




O cantor e compositor Chico César foi a atração do palco montado da Rua Guaicurus, outro ponto de referência importante na geografia da Virada. O paraibano esquentou a madrugada fria na zona boemia de BH.

 


Com tantas atrações, o público começou a dar sinais de cansaço já no fim da madrugada. A Praça Sete e o Sesc Palladium serviram de espaço para o descanso.



Depois de recarregar as energias, a melhor notícia: a Virada Cultural continua nesta manhã coma atrações por toda a cidade. Confira aqui tudo o que está programado para este domingo.



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