Ilustrador brasileiro que desenhava para a DC Comics é demitido após comentário sobre estupro

Allan Goldman trabalhava para o estúdio Chiaroscuro e foi desligado da empresa depois de relativizar no Facebook o caso da menina violentada por 30 homens no Rio de Janeiro

por Estado de Minas 30/05/2016 08:51

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Facebook / Reprodução
Allan Goldman frequentemente faz postagens sobre política no Facebook (foto: Facebook / Reprodução)
Uma declaração controversa nas redes sociais custou o emprego do ilustrador brasileiro Allan Goldman, que já assinou alguns quadrinhos para a DC Comics, como 'Superman' e 'Jovens Titãs'. Goldman, que trabalhava para o estúdio Chiaroscuro, um dos mais importantes do mundo dos quadrinhos por organizar o evento Comic Con Expirience, foi demitido da empresa depois de relativizar o caso de estupro acontecido na última semana no Rio de Janeiro, quando uma menina foi violentada por pelo menos 30 homens, que ainda registraram o ato em vídeo.

"O que acontece se os 30 estupradores da menina alegarem que são mulheres? Segundo a ideologia de gênero dos esquerdistas, uma pessoa é o que sente, e sua biologia não importa. A sociedade é obrigada a aceitar essa decisão, senão é fascismo! Como a Justiça irá julgar o caso de uma mulher que foi violentada por 30 mulheres? Fiquei curioso agora’’, escreveu o cartunista, que preferiu apagar a postagem em seguida.



Em sua foto de perfil no Facebook, Goldman apoia o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), condenado em primeira instância pela justiça a indenizar a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) por declarar, em dezembro de 2014, que ela “não merece ser estuprada por ser muito feia”.

Também no Facebook, o estúdio Chiaroscuro se pronunciou sobre o o caso. Sem citar o nome de Allan Goldman, o perfil oficial da empresa disse que valoriza e apoia as mulheres, a comunidade LGBT e todas as minorias e causas que representam uma luta pela justiça, liberdade e igualdade, confira:


Em nota enviada para alguns veículos de imprensa, Goldman disse ser vítima de censura e negou fazer apologia ao estupro e a violência. Segundo ele, tudo não passa de uma crítica ao que ele chama de ''ideologia de gênero''. Além disso, ele menosprezou o estúdio Chiaroscuro, dizendo que a empresa representa “apenas uma parte menor de seu trabalho”.

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