ORQUESTRA FILARMÔNICA APRESENTA NOVOS COMPOSITORES BRASILEIROS

DATA

  • 24/08/2017 à 24/08/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Entrada Franca

ORQUESTRA FILARMÔNICA APRESENTA

NOVOS COMPOSITORES BRASILEIROS

8ª edição do Festival Tinta Fresca, no dia 24 de agosto, às 20h30, na Sala Minas Gerais,

tem entrada gratuita

 

 

A produção de música sinfônica brasileira não para. Esta é a  feliz constatação do Festival Tinta Fresca, iniciativa da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que busca consolidar um espaço de discussão e apresentação de novas obras. Em 2017, foram inscritas 26 peças inéditas, provenientes de todo o país. A Comissão Julgadora da 8ª edição, formada pelos compositores Cláudio de Freitas, João Guilherme Ripper e Ronaldo Miranda, selecionou cinco obras finalistas: Maria Stella, de Henrique Gomes Coe Pandora - Fantasia orquestral sobre o mito de Hesíodo, de Caio Menezes Facó Impressões Francesas, de Renato Henrique Goulart Pimenta Quando o Sol se Detém para Ouvir as Canções de Guerra, de Felipe Mendes de Vasconcelos e Menniniana, de Marcelo José Bellini Dino.

 

E como são os novos sons, os novos compositores? Em concerto com entrada gratuita, a interpretação das obras finalistas será realizada no dia 24 de agosto, na Sala Minas Gerais, às 20h30, sob regência do maestro Marcos Arakaki. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria da Sala Minas Gerais a partir do dia 18 de agosto (limitado a dois ingressos por CPF).

 

Neste dia, jurados e músicos da Filarmônica de Minas Gerais irão eleger uma obra vencedora, e seu autor receberá a encomenda de nova composição a ser interpretada na Temporada 2018 da Filarmônica, como estímulo à continuidade de seu trabalho. 

 

O Festival Tinta Fresca é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais,  CBMM e VIVO. Conta ainda com o patrocínio do Banco Inter e incentivo das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

 

Compositores finalistas e suas obras

 

Felipe Vasconcelos (Belo Horizonte, MG, Brasil, 1985)

Quando o Sol se detém para ouvir canções de guerra

 

Graduado em Composição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Felipe Vasconcelos é mestre em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob orientação de Celso Chaves, e doutorando em Música pela UFMG, sob orientação de Oiliam Lanna. Obteve primeiro lugar no Concurso Nacional Guerra-Peixe: 100 anos e no Concurso Latinoamericano de Composición Electroacústica y Electrónica Gustavo Becerra Schmidt. Atualmente, é professor substituto na UFMG.

 

&ldquoCada composição é uma batalha. Não só do compositor consigo mesmo, mas também entre ele e os outros compositores. Os materiais musicais próprios e os de outrem se digladiam na produção da nova obra. Vozes de Stravinsky, Dutilleux e Schoenberg podem ser ouvidas nesta peça. Um conflito dos tempos. Em guerra, o personagem bíblico, Josué, ordena que o Sol pare, e o Sol se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro&rdquo, comenta Vasconcelos sobre seu trabalho.

 

Henrique Coe (Niterói, RJ, Brasil, 1986)

Maris Stella

 

Doutorando em Composição na Universidade de Toronto, Canadá, Henrique Coe concluiu mestrado em Composição na Universidade de Montréal. No Brasil, obteve licenciatura em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música, onde também estudou Composição. Foi compositor residente da University of Toronto Chamber Orchestra, do Women&rsquos Chamber Choir of the University of Toronto e do Ensemble Kô e Choeur de Jeunes de l&rsquoÉcole des Jeunes de l&rsquoUniversité de Montréal. Escreve para formações instrumentais e vocais e teve obras apresentadas no Brasil e no Canadá. Na adolescência, tocou na Banda do Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói.

 

&ldquoMaris Stella é baseada no canto gregoriano Ave Maris Stella (Ave, do Mar Estrela), um tradicional hino mariano. A melodia gregoriana é tocada por diferentes combinações de instrumentos e em diversas variações, explorando o diálogo entre os naipes e as múltiplas colorações orquestrais&rdquo, analisa Coe.

 

 

Renato Goulart (Montes Claros, MG, Brasil, 1980)

Impressões Francesas

 

Renato Goulart iniciou seus estudos musicais na Euterpe Santa Cecília, em Buenópolis (MG). É Bacharel em Saxofone pela Universidade Federal de Minas Gerais e atua como instrumentista, compositor e arranjador no Grupo Monte Pascoal. Obteve o primeiro lugar nos concursos Nacional de Composição para Bandas e de Arranjos para Bandas Tradicionais de Música. Está entre os finalistas em concurso da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (Wasbe), Holanda. Teve peças executadas no Brasil, Espanha, Estados Unidos, Chile, Polônia e México.

 

&ldquoImpressões Francesas é resultado de minha experiência na residência artística no Centro de Artes de Marnay-sur-Seine, França, inspirada por três locais: a pequena comuna de Marnay-sur-Seine, com seu ambiente bucólico e paisagens típicas o bairro de Montmartre, em Paris, marcado pela boemia e diversidade cultural e o domínio de Versalhes, seus vastos jardins e o suntuoso castelo&rdquo, diz Goulart.

 

Caio Facó (Fortaleza, CE, Brasil, 1992)

Pandora &ndash Fantasia orquestral sobre mito de Hesíodo

 

Caio Facó é mestrando em Composição na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui obras interpretadas pelos grupos Mivos Quartet e International Contemporary Ensemble e também pelas orquestras Filarmônica de Minas Gerais e Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Premiado no Concurso Internacional Novos Compositores, no Prêmio Funarte de Composição Clássica e no Festival Tinta Fresca (2016), Facó foi compositor associado do Ensemble MPMP e bolsista do Festival de Campos do Jordão.

 

&ldquoHesíodo, em seu poema épico Os trabalhos e os dias, relata o mito de Pandora, enviada por Zeus como uma maldição sobre os homens, por punição pelo roubo de Prometeu. Pandora abre uma caixa que guarda todos os males do mundo, mas também a esperança. Na obra Pandora, diversas sonoridades são confrontadas, cada uma simbolizando um dos males da caixa. A esperança é retratada por breves corais, que surgem em meio ao caos e irradiam luz na escuridão dos sons&rdquo, pontua Facó.

 

Marcelo Bellini Dino (São Paulo, SP, Brasil, 1972)

Menniniana

 

Graduado em Composição e Regência pela Universidade Estadual Paulista, Marcelo Bellini Dino é Mestre pela Universidade de São Paulo. Compõe para televisão e é arranjador da Orquestra Jazz Sinfônica. Recebeu Menção Honrosa no 2º Concurso Gilberto Mendes de Composição, foi primeiro lugar no 2º Concurso de Composição do Instituto Villa-Lobos/UFRJ e quarto lugar no Prêmio Jazz Sinfônica Bienal de Composição. É professor no Curso de Trilha Sonora da Pós-Graduação da Universidade Anhembi-Morumbi.

 

&ldquoO título Menniniana faz referência ao compositor norte-americano Peter Mennin (1923-1983), cuja obra e linguagem musical me influenciaram durante anos de estudo e de pesquisa de repertório. A peça é construída sob a sonoridade octatônica e desenvolvida a partir de duas ideias musicais centrais. A primeira é exposta logo no início da obra, e a segunda, após o primeiro minuto, sendo reexposta no minuto final&rdquo, esclarece Dino.

 

A Comissão julgadora

 

Cláudio de Freitas (Belo Horizonte, Brasil, 1975)

 

Cláudio de Freitas já teve obras encomendadas e estreadas pelas orquestras Sinfônica do Estado de São Paulo, Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Estado do Espírito Santo, Sinfônica de Sergipe, Sinfônica da USP e Camerata Antiqua de Curitiba. Suas composições foram publicadas pela Editora Criadores do Brasil, para a qual revisou a Sinfonia nº 3, &ldquoA Guerra&rdquo, de Villa-Lobos, gravada pela Osesp para o selo Naxos. Suas ligações com a literatura brasileira levaram-no a produzir obras como os poemas sinfônicos Gonzaga e a Revolução de Minas e A Confederação dos Tamoios. A partitura de Homenagem a Rubem Braga faz parte do acervo da Casa dos Braga, em Cachoeiro de Itapemirim, ES, e Ismália, para coro e orquestra, compõe a sala de música do Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, em Mariana, MG. Cláudio foi contrafagotista solista da Osesp por doze anos e músico convidado da Filarmônica por três anos.

 

João Guilherme Ripper (Rio de Janeiro, Brasil, 1959)

 

Compositor, regente, gestor cultural e professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), João Guilherme Ripper obteve doutorado em Composição na The Catholic University of America, Estados Unidos, onde também foi professor. Cursou especialização em Regência na Argentina e Economia e Financiamento da Cultura na Université Paris-Dauphine, França. Foi diretor da Escola de Música da UFRJ e da Sala Cecília Meireles, espaço onde empreendeu uma ampla reforma e modernização. Foi também presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ripper é vice-presidente da Academia Brasileira de Música. Colabora frequentemente com orquestras, teatros e festivais no Brasil e exterior, criando novas obras e atuando como compositor residente, com destaque para Jogos Sinfônicos, encomendada pela Filarmônica de Minas Gerais, e as óperas Onheama, produzida pelo Teatro São Carlos de Lisboa, e Piedade, que integra a atual temporada do Teatro Colón, em Buenos Aires.

 

Ronaldo Miranda (Rio de Janeiro, Brasil, 1948)

 

Ronaldo Miranda estudou Composição com Henrique Morelenbaum e Piano com Dulce de Saules, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Começou sua carreira como crítico do Jornal do Brasil e intensificou o trabalho como compositor após obter o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Sala Cecília Meireles, na categoria música de câmara. Premiado em vários concursos brasileiros de composição, recebeu os troféus Golfinho de Ouro, Carlos Gomes e o Prêmio APCA (três edições). Laureado no Concurso Internacional de Composição de Budapeste e condecorado com a Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês, Ronaldo Miranda participou de inúmeros festivais internacionais e tem tido suas obras gravadas no Brasil e no exterior. Foi vice-diretor do Instituto Nacional de Música/Funarte, diretor da Sala Cecília Meireles e professor da UFRJ. Atualmente é professor na Universidade de São Paulo e membro da Academia Brasileira de Música.

 

Serviço:

 

Festival Tinta Fresca 2017

24 de agosto, às 20h30

Sala Minas Gerais

 

Marcos Arakaki, regente

 

VASCONCELOS              Quando o Sol se Detém para Ouvir as Canções de Guerra

COE                             Maris Stella

GOULART                       Impressões Francesas

FACÓ                               Pandora &ndash Fantasia orquestral sobre o mito de Hesíodo

DINO                              Menniniana

 

CONCERTO GRATUITO

 

Os ingressos devem ser retirados na Bilheteria da Sala Minas Gerais a partir do dia 18 de agosto (limitado a dois ingressos por CPF)

 

Informações:(31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

www.filarmonica.art.br/

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