Filarmônica de Minas Gerais celebra 60 anos do maestro Fabio Mechetti e do violoncelista Antonio Meneses

DATA

  • 03/08/2017 à 04/08/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

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FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS CELEBRA 60 ANOS DO MAESTRO FABIO MECHETTI

E DO VIOLONCELISTA ANTONIO MENESES, SOLISTA CONVIDADO

No repertório, Um ato de fé, do mineiro Levy Oliveira, peça premiada no último Festival Tinta Fresca, além de obras de Stravinsky e Hans Gál

Nos dias 3 e 4 de agosto, a Filarmônica de Minas Gerais recebe Antonio Meneses, maior violoncelista brasileiro de todos os tempos. O concerto marca a comemoração pelo aniversário de 60 anos do músico, assim como do maestro Fabio Mechetti. Em noite tão especial, a Orquestra revelará obra rara ao público: o Concerto para violoncelo de Hans Gál. No repertório também estão Um ato de fé, de Levy Oliveira, um dos finalistas a receber menção honrosa no Festival Tinta Fresca 2016, e O beijo da fada: Divertimento, de Stravinsky. Ingressos entre R$ 20 (meia) e R$ 105 (inteira).

Para o maestro Fabio Mechetti, a Filarmônica de Minas Gerais recebe sempre com grande entusiasmo o violoncelista brasileiro Antonio Meneses. &ldquoÉ um momento ainda mais especial, quando ele e eu celebramos, neste mês, nossos 60 anos de vida. Com grande alegria, portanto, comemoramos essa ocasião com o que nos faz mais felizes: música. Meneses decidiu celebrar com o concerto de Hans Gál, obra pouco conhecida, mas de grande interesse e beleza.&rdquo

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O palestrante das duas noites é o regente, compositor e professor de Composição da Universidade Federal de Minas Gerais, Oiliam Lanna.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio do Mercantil do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Líder Aviação.


O repertório

Levy Oliveira (Congonhas, Brasil, 1993) e a obra Um ato de fé (2015)

Embora ainda jovem, Levy Oliveira desenvolve trabalho de alcance internacional, com obras já executadas em nove países, principalmente, por meio de festivais, como Monaco Electroacoustique 2015, em Mônaco, e Open Circuit 2016, na Inglaterra. Em peças mais recentes, o compositor explora, sobretudo, os sons eletrônicos. Tal interesse pelas mídias eletrônicas deve-se à possibilidade de execução da obra assim que composta e ao imenso potencial expressivo da tecnologia. Originalmente intitulada A leap of faith, a obra Um ato de fé recebeu menção honrosa no Festival Tinta Fresca 2016, realizado pela Filarmônica de Minas Gerais. A peça se inspira no poema A Música das Almas, de Vinicius de Moraes, e destaca, assim como no texto literário, a oposição entre tormenta e calmaria, em jogo de episódios camerísticos e delicados, que se adensam em tutti orquestrais tempestuosos e agressivos.

 

Igor Stravinsky (Oranienbaum, atual Lomonosov, Rússia, 1882 &ndash Nova York, Estados Unidos, 1971) e a obra O beijo da fada: Divertimento (1928 / orquestração 1934 / revisão 1948)

No pós-guerra, Igor Stravinsky vive um período na Suíça, onde escreve obras alinhadas ao novo objetivismo da música ocidental, baseado no antiwagnerismo e repleto de experiências neoclássicas e neobarrocas. Em tal contexto, surge O beijo da fada, peça encomendada por Ida Rubinstein, atriz e dançarina ucraniana que patrocinou muitos artistas de seu tempo, no 35º aniversário da morte de Tchaikovsky. O argumento é um conto de Hans Christian Andersen, A Dama das Geleiras. No balé, figuram diversas melodias de Tchaikovsky, extraídas de suas canções e de outras obras. A primeira apresentação da obra ocorre na Ópera de Paris, a 27 de novembro de 1928, com regência do compositor, coreografia de Bronislava Nijinska e cenários e figurinos de Alexandre Benois. Em 1932, Stravinsky e Samuel Dushkin fazem um arranjo para violino e piano, que se torna a base do Divertimento para orquestra. O beijo da fada combina as agradáveis melodias de Tchaikovsky ao colorido orquestral único de Stravinsky.

 

Hans Gál (Brunn am Gebirge, Áustria, 1890 &ndash Edimburgo, Escócia, 1987) e a obra Concerto para violoncelo, op. 67 (1944)

Compositor, professor, escritor e musicólogo, Hans Gál nasce em pequena aldeia nos arredores de Viena, onde realiza os estudos musicais. O músico estuda piano com Richard Robert e composição com Guido Adler e Eusebius Mandyczewski, amigo de Johannes Brahms. Gál seguiria os passos iniciados por Mandyczewski, na tarefa de editar a obra completa de Brahms, trabalho que o torna reconhecido mundialmente. Em sua trajetória, os efeitos da guerra seriam devastadores, com exílios forçados e perda de parentes próximos. A vinda da filha Eva para perto dos pais, em 1944, ajuda Hans e sua esposa, Hanna, a superar episódios trágicos. Naquele ano, Gál inicia a composição do Concerto para violoncelo, no qual transparecem traços do seu estilo refinado, enraizado na tradição clássica austro-alemã e marcado por clareza formal, textura contrapontística e densa harmonia.

 

Maestro Fabio Mechetti

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de MstislavRostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

Antonio Meneses, violoncelo

Nascido em 1957, no Recife, Antonio Meneses começou a estudar violoncelo aos dez anos. Aos 16, conhece o violoncelista italiano Antonio Janigro, com quem estuda em Düsseldorf, e, mais tarde, em Stuttgart. Em 1977, ganha o 1º Prêmio no ARD Concurso Internacional de Munique e, em 1982, o 1º Prêmio e Medalha de Ouro no Concurso Tchaikovsky, em Moscou. Apresenta-se com as mais importantes orquestras do mundo, como Filarmônica de Berlim, Sinfônica de Londres, Sinfônica de Viena, filarmônicas de Moscou, São Petersburgo, Israel e Nova York, Orchestre de la Suisse Romande, Sinfônica Nacional de Washington e Sinfônica NHK de Tóquio. Com a Filarmônica de Minas Gerais, apresentou-se em seis temporadas. Colaborou, dentre outros, com os maestros Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, André Previn, Andrew Davis, Semion Bychkov, Gerd Albrecht, Kurt Sanderling, Mstislav Rostropovich, Vladimir Spivakov, Riccardo Chailly e Fabio Mechetti.

Convidado frequente de festivais internacionais, como Pablo Casals, em Porto Rico, Mostly Mozart, em Nova York e La Grange de Meslay e Colmar, na França, Meneses colaborou com os quartetos Emerson, Vermeer, Amati e Carmina. Desde 1998, é membro do Beaux-Arts Trio. Para a Deutsche Grammophon, gravou com Herbert von Karajan e a Orquestra Filarmônica de Berlim. Dedicou-se, também, a obras de Eugene D&rsquoAlbert e David Popper, com a Orquestra Sinfônica da Basileia, e registrou os três concertos para violoncelo de Carl Philip Emanuel Bach, com a Orquestra de Câmara de Munique (Pan Classics), as seis suítes para violoncelo solo de J. S. Bach (Nippon Phonogram e AVIE), e o Trio com Piano de Tchaikovsky (EMI-Angel). De Villa-Lobos, gravou os Concertos, a Fantasia para Violoncelo e Orquestra (Auvidis) e a obra completa para violoncelo e piano, com Cristina Ortiz (Pan Classics). Há pouco, gravou Schumann e Schubert, com Gérard Wyss ao piano (AVIE). O violoncelista orienta cursos de aperfeiçoamento na Europa, nas Américas e no Japão e leciona no Conservatório de Berna.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá pra cá (dados até dezembro de 2016):

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115 webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica apresenta sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

SERVIÇO

 

Série Allegro

3 de agosto &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

4 de agosto &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Antonio Meneses, violoncelo

 

L. OLIVEIRA                          Um ato de fé

STRAVINSKY                        O beijo da fada: Divertimento

GÁL                                       Concerto para violoncelo, op. 67

 

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

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